"Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição" (Art. 1º, Parágrafo único).
Pelo menos no caso da COSIP, a frase que inaugura a Constituição Federal faz sentido e parece viva. A proposta do aumento da Taxa de Iluminação Pública em Jequié, de autoria do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), não pegou bem aos olhos da população de Jequié.
Bastante criticado nas redes sociais e até denominado como o maior prefeito da história de Jequié que mais arrecadou impostos para os cofres da prefeitura, Zé Cocá sentiu o peso do braço do povo, quando desastrosamente, tentou impor em meio ao silêncio político, sem debate popular, uma taxa considerada exorbitante principalmente para quem possui sistema de geração de energia solar.
Para se livrar das sequelas políticas, Zé Cocá tentou transferir a culpa pela barrigada para a 93FM, afirmando que a emissora estava propagando fake news de que o projeto não existia. Foi um desastre a emenda.
Para complicar, em meio ao fogo cruzado da COSIP, eis que surge arrogantemente a sugestão de gastar quase R$ 5 milhões somente em decoração de Natal. E para incrementar as chamas nas discussões, a empresa vencedora da licitação de Natal, no valor de R$ 3.767.790,52, é de Lafaiete Coutinho, cidade onde Zé Cocá foi prefeito por dois mandatos e hoje, seu irmão Flávio Santana, pai do seu vice, Flavinho, é o prefeito em exercício naquele município.
A repercussão negativa, a revolta da sociedade jequieense e o desconforto político com os vereadores de sua base foram inevitáveis e pode até ter sido o motivo do recuo das despesas do Natal de Jequié.
E com a COSIP? Zé Cocá vai manter o projeto em pauta? Vai ter os votos de aprovação dos vereadores da sua base? Serão capítulos a serem acompanhados no BIG COSIP JEQUIÉ, um paredão a cada sessão na Câmara.
FONTE/CRÉDITOS: TV Jequié