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Domingo, 19 de Abril 2026

Notícias/Jequié: Obras Públicas

PRAÇA DA IGREJA MATRIZ DE JEQUIÉ PERDE A RIQUEZA DOS MOSAICOS ROMANOS

Passeios e caminhos construídos artisticamente com pedras calcárias brancas e basálticas pretas do século XVI estão sendo substituídas por cimento estampado

PRAÇA DA IGREJA MATRIZ DE JEQUIÉ PERDE A RIQUEZA DOS MOSAICOS ROMANOS
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Qualquer internauta que, até por curiosidade, fizer uma breve busca na internet sobre a Igreja Matriz, irá encontrar:

“A Catedral de Santo Antônio de Pádua, em Jequié, é um marco neogótico concluído na década de 1930, projetado pelo arquiteto francês André Saffrey e executado pelo engenheiro alemão Carlos Kuenh. Após a destruição da primeira capela na enchente de 1914, a atual matriz foi erguida, tornando-se catedral em 1978, consolidando-se como principal templo católico e símbolo histórico da cidade"


Pois, a praça que abriga a igreja Matriz de Jequié, importante e imponente arquitetura com traços neogóticos, que representa o maior patrimônio da fé católica, no seu entorno, recebeu em 1930, há quase 100 anos, passeios e caminhos construídos artisticamente com pedras calcárias brancas e basálticas pretas. O mesmo que aconteceu em 1842, em Lisboa, quando essas mesmas pedras foram utilizadas para pavimentar a Praça do Castelo de São Jorge. A técnica, que evoluiu de mosaicos romanos e calçamentos do século XVI, consolidou-se na Praça do Rossio com o padrão "Mar Largo"

Essa riqueza histórica foi destruída pelas obras de requalificação que estão em andamento na Praça da Igreja Matriz de Jequié, num projeto feito pela prefeitura de Jequié e financiado pelo Governo da Bahia, com custo de mais de R$ 1,2 milhão, recursos advindos das emendas parlamentares dos deputados Leur Lomanto (UB) e Antônio Brito (PSD), articuladores financeiros da obra, que nada tem a ver com a concepção do projeto, de responsabilidade da prefeitura de Jequié.

É visível a supressão do verde que existia na praça, a sobra necessária e o habitat dos pássaros, espécies da fauna de transição climática. Além das árvores, foram destruídos também os mosaicos europeus milenares, substituídos por um “tapetão de cimento grotesco”, de aparência rude e desprovido de simpatia, que tende a se acabar em pouco tempo, com o intenso movimento festivo da Igreja Matriz que atrai fiéis de todo o país, em suas comemorações católicas

Uma reforma que exala a falta de sensibilidade, a estupidez arquitetônica, o desprovimento do conhecimento mínimo da cultura, e acima de tudo, desrespeito com o meio ambiente, que está fazendo de um local nobre e singular, um imenso passeio de cimento, inóspito, quente e afugentador. Lamentável.

FONTE/CRÉDITOS: TV JEQUIÉ
Emanoel Andrade

Publicado por:

Emanoel Andrade

Emanoel Andrade é Cinegrafista, Jornalista e Editor não-linear. Já ocupou cargos públicos no setor de Comunicação Institucional, foi Presidente da Associação de Imprensa, Secretário de Comunicação, Diretor de Marketing da CDL/Jequié e Membro Titular...

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