Desde 2021, a população de Jequié paga pela taxa de lixo, mas, as reclamações só aumentam nos bairros periféricos, onde o mato e a sujeira avançam e expõem os moradores aos riscos da dengue, zika vírus e chikungunya.
De que adianta a prefeitura de Jequié divulgar ações da Secretaria de Saúde, de combate ao mosquito Aedes aegypti no Loteamento Água Branca, no bairro Jequiezinho, por exemplo, com o objetivo de eliminar criadouros do mosquito transmissor da dengue, se a localidade não recebe a atenção necessária por parte da Secretaria de Serviços Públicos?
Os moradores que residem em bairros distantes do centro da cidade, há tempos se humilham, diariamente, em emissoras de rádio e nas redes sociais, clamando ao prefeito Zé Cocá (PP) por uma ação pública de limpeza, como é o caso do relato abaixo de moradores do Loteamento Água Branca, no Jequiezinho.
Todos os moradores de Jequié pagam a taxa de lixo, proveniente do Projeto de Lei enviado à Câmara de Vereadores e aprovado por unanimidade em 2021. O simples fato do recolhimento dessa taxa por parte da prefeitura de Jequié já seria motivo suficiente para a prefeitura fazer a sua parte, a obrigação de manter a regularidade da limpeza pública em todos os bairros, independentemente de estarem distantes do centro da cidade.
Esse estado de total abandono do poder público expõe os moradores a doenças como dengue, zika e chikungunya, provenientes da falta regular de limpeza em ruas, calçadas, bueiros, córregos, praças e terrenos baldios.