O desempenho recente de Jequié na geração de empregos formais revela um cenário preocupante: mesmo com o impacto positivo do São João, apenas 41 vagas com carteira assinada foram criadas. A indústria e a pecuária puxaram a retração, enquanto a construção civil e os serviços foram os setores que mais contribuíram para o saldo positivo.
Já em abril, o quadro foi ainda mais crítico, com apenas 19 novos postos, diante de fortes demissões na indústria e no comércio.
Para reverter esse quadro e ampliar a geração de empregos formais, Jequié precisa adotar estratégias estruturais e de longo prazo. Algumas medidas fundamentais incluem:
• Diversificação econômica: reduzir a dependência de setores vulneráveis, como a indústria tradicional, e estimular novas áreas como tecnologia, turismo sustentável e economia criativa.
• Apoio a pequenas empresas: facilitar crédito, reduzir burocracia e oferecer capacitação para micro e pequenos empreendedores, que são grandes geradores de empregos locais.
• Investimento em qualificação: criar programas de formação técnica e profissional alinhados às demandas do mercado, especialmente em serviços e construção civil, que têm mostrado capacidade de absorção de mão de obra.
• Parcerias público-privadas: atrair investimentos privados para infraestrutura, logística e inovação, criando condições para instalação de novas empresas.
• Planejamento urbano e infraestrutura: melhorar transporte, energia e conectividade digital, fatores que tornam o município mais competitivo para receber negócios.
• Fomento ao agronegócio moderno: estimular práticas sustentáveis e agregar valor à produção rural, ampliando a capacidade de geração de empregos formais no campo.
Em resumo, festas populares como o São João movimentam a economia, mas não garantem empregos duradouros. Para transformar essa energia em resultados concretos, Jequié precisa reduzir a carga tributária e investir em políticas estruturais que fortaleçam setores dinâmicos e criem condições para que o emprego formal seja a regra, e não a exceção.
Da redação:
Emanoel Andrade
FONTE/CRÉDITOS: TV Jequié
Comentários
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Login Cadastre-seJequié crescia quando Antônio Carlos Magalhães foi governador, aqui tinha Coca Cola, Brenner entre outras. Sem falar que a muito tempo Azaléia tentou vir para cá, mas para eles seria sem isenção de ISS e para Ramarim sim, os vereadores não querem geração de emprego em Jequié, se vem empresa com salário melhor, tem que baixar ou passar os cargos. Se tem emprego, não ter voto no cabresto,