A decisão do governo federal de instalar uma unidade da Embrapa em Jequié é um gesto que transcende o campo técnico e se inscreve como prova incontestável da força política dos parlamentares de Jequié, e sobretudo do deputado federal Antonio Brito. Em tempos em que a disputa por investimentos públicos se torna cada vez mais acirrada, Brito demonstrou habilidade rara: transformar reivindicações locais em prioridade nacional.
O anúncio foi feito pelo ministro André de Paula, da Agricultura, durante a abertura da 45ª Expo Jequié e 22ª Expo Nacional, que contou também com a presença do ministro Edípo Araújo, da Pesca e Aquicultura, do governador Jerônimo Rodrigues, deputados estaduais Euclides Fernandes, Patrick Lopes, Fabrício Falcão, Rosemberg Pinto, Niltinho, além de prefeitos da região e lideranças políticas.
Sob sua liderança, vereadores de Jequié se deslocaram até Brasília e, em reuniões com os ministros André de Paula (Agricultura) e Edípo Araújo (Pesca), apresentaram argumentos sólidos, equilibrados e convincentes. Essa mobilização não foi mero protocolo: foi estratégia política bem conduzida, capaz de sensibilizar o governo Lula e assegurar que Jequié recebesse um investimento estimado em R$ 18 milhões.
Enquanto vozes em Vitória da Conquista lamentam a ausência de contemplação, Jequié celebra uma conquista que não se deve ao acaso, mas à capacidade de articulação. Brito mostrou que sabe unir lideranças locais, dialogar com ministros e converter demandas em resultados concretos.
A crítica de Vitória da Conquista é compreensível, mas não diminui o mérito da vitória de Jequié. Pelo contrário, evidencia que, em política, não basta ter potencial econômico: é preciso ter liderança capaz de transformar potencial em prioridade. O anúncio da Embrapa em Jequié é a materialização de uma estratégia política eficaz.
Assim, a instalação da Embrapa em Jequié deve ser lida como um triunfo político de Antonio Brito e como exemplo da importância de vereadores atuarem em sintonia com seus representantes federais. É a demonstração clara de que, quando há articulação e convicção, o interior da Bahia pode, sim, ocupar lugar de destaque nas decisões nacionais.
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