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Quarta-feira, 15 de Abril 2026

Notícias/Empregos

ZÉ COCÁ FALOU EM 3.250 EMPREGOS EM JUNHO; CEGED APONTA APENAS 20.

A geração de emprego foi um vexame puxado pelo comércio varejista que não gerou empregos e ainda demitiu 16 trabalhadores

ZÉ COCÁ FALOU EM 3.250 EMPREGOS EM JUNHO; CEGED APONTA APENAS 20.
IA/EATVJ
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O desemprego real e a incapacidade notória em adotar políticas de incentivo à geração de emprego são uma deficiência administrativa que a gestão reluta em assumir.

Não foi só durante a entrega da premiação do São João de Jequié numa emissora de televisão que o prefeito Zé Cocá se envaideceu ao propagar que a festa junina gerou 3.250 empregos diretos e indiretos. Várias inserções de vídeos gravados foram divulgadas, exaltando as maravilhas dos empregos gerados.

Em meio a essa festa pálida e irreal, teve secretário que foi às redes sociais falar que a festa estava gerando circulação de mais de R$ 220 milhões, enquanto a propaganda da prefeitura falou em R$ 337,5 milhões, sem apresentar a devida e oficial fonte de pesquisa que aferiram esses resultados.

Fonte: ASCOM/PMJ

 

Como consta no card da propaganda distribuída em massa, são números que impressionam não pela sua realidade, mas, impressionam pelo chutômetro, pelo palpite ensaiado e produzido para justificar um gasto exorbitante que deve passar de R$ 15 milhões em uma festa popular que concentra toda verba anual da cultura local, sendo que mais de 85% (R$ 12.750.000) vão para fora da cidade.

DADOS OFICIAIS - GOVERNO FEDERAL

No último relatório do CAGED, referente ao mês de junho, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou a evolução da geração de empregos em Jequié como sendo apenas 20 vagas criadas durante o mês de junho, mês de realização da festa de São João de Jequié.

O comércio, setor que a prefeitura disse ter aumentado em 65% o faturamento e 85% as vendas, não gerou nenhum emprego com carteira assinada; pelo contrário, demitiu 16 trabalhadores.

Os setores que geraram novos postos de trabalho com carteira assinada foram o da construção civil, com 16 vagas, indústria com 12, serviços com 5 e agropecuária, que gerou 3 empregos, conforme relatório abaixo, do Governo Federal.

Fonte: GOVERNO FEDERAL

 VIOLÊNCIA SOLIDIFICADA

 Ainda não dá para afirmar, cientificamente, que a falta de emprego em Jequié e a incapacidade da gestão em fomentar a geração podem se relacionar com a crescente onda assustadora da violência urbana em Jequié. Até o presente momento, a cidade já registrou 65 homicídios dolosos, com grande possibilidade de manter o título de cidade mais violenta da Bahia e a segunda do Brasil.

Fonte: Divulgação

 PARAÍSO DA ARRECADAÇÃO

Se os paraísos fiscais atraem investidores que buscam burlar a fiscalização para evitar impostos, em Jequié a situação é inversa. Investidores vêm à cidade como a de maior carga tributária do estado, o que faz com que os investidores avaliem diversos cenários, a começar pela falta na oferta de mão de obra qualificada, a oneração da folha até a incidência dos impostos e taxas municipais que podem inviabilizar a vinda de novos negócios para Jequié, necessários para o aumento na oferta da geração de empregos.

FONTE/CRÉDITOS: TV Jequié
Emanoel Andrade

Publicado por:

Emanoel Andrade

Emanoel Andrade é Cinegrafista, Jornalista e Editor não-linear. Já ocupou cargos públicos no setor de Comunicação Institucional, foi Presidente da Associação de Imprensa, Secretário de Comunicação, Diretor de Marketing da CDL/Jequié e Membro Titular...

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