Uma entrevista concedida ontem, 14/07, ao programa Sociedade Urgente, da Rádio Sociedade da Bahia, pelo deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), que já se posicionou como pré-candidato a deputado federal, chamou a atenção para o cenário e os caminhos que as eleições de 2026 podem tomar na sucessão estadual. Quando questionado sobre quais nomes poderiam compor a chapa da direita baiana junto com ACM Neto na disputa do governo do estado em 2026, Alan sugeriu, contrariando a reaproximação ao governo do estado, o nome do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP).
Ao ser novamente questionado sobre o posicionamento político de Zé Cocá, que ultimamente está muito colado com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), Alan destacou que a união momentânea de Zé Cocá com o governador Jerônimo é somente de olho nos benefícios (obras) que o governo do estado poderá trazer para o município de Jequié, e que durante os 3 encontros ocorridos entre os dois, nunca Zé Cocá assegurou apoio direto para Jerônimo em 2026, e que lá na frente Zé Cocá dirá de que lado ele ficará, disse Alan, que acredita ainda que a formação da chapa majoritária com figuras ligadas ao interior reforça a defesa do municipalismo como uma das bandeiras da campanha.
Enquanto não se define de que lado ficará o prefeito Zé Cocá, importantes obras já foram asseguradas pelo governador Jerônimo nos últimos encontros ocorridos na cidade sol. O último, durante São João, por exemplo, demonstrou bastante afinidade entre os dois, onde Zé Cocá bancou de anfitrião, recebendo o governador em sua residência no Condomínio Jardim Pindorama, um dos locais mais nobres de Jequié.
Essas obras do estado em Jequié ajudarão a manter a popularidade e aprovação da gestão de Zé Cocá, que já esteve no pico em outubro do ano passado, e hoje, provavelmente, está entre 70% a 65%, já que cresceram assustadoramente as queixas da população sobre os serviços de saúde e educação, principalmente, além de reclamação de fornecedores. E esperar para ver se as obras virão, de fato, mesmo com a possibilidade de Zé Cocá seguir passos de João Leão, Cacá Leão e Leur Lomanto, se incorporando ao União Brasil, numa composição com ACM Neto para governador da Bahia.