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Quarta-feira, 28 de Outubro 2026
Opinião

Redes Sociais: funerária On Line

Há derrotas que ensinam. Outras apenas revelam o que a vitória escondia.

Redes Sociais: funerária On Line
EA/TVJ
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A conta é do povo. A arrogância também.

Há derrotas que ensinam. Outras apenas revelam o que a vitória escondia.

Em Jequié, uma manifestação recente de pessoa ligada ao poder municipal reacendeu uma discussão que vai além das preferências eleitorais. Ao recorrer a expressões depreciativas contra grupos de cidadãos, a publicação deixou uma pergunta inevitável: desde quando ocupar um espaço de influência dá a alguém o direito de decidir quem merece respeito?

A democracia não é um clube privado. O eleitor não precisa apresentar currículo para votar, pedir licença para pensar ou submeter suas convicções ao julgamento de quem se considera superior.

O curioso é que alguns defendem a liberdade de expressão apenas quando são eles a falar. Para os outros, reservam os rótulos. Para si, o direito à opinião. Uma democracia peculiar: todos são livres, desde que concordem com o dono da voz.

Mas a prefeitura não é herança de família. Cargo público não é título de nobreza. E a população não é uma plateia contratada para aplaudir os protagonistas da vez.

Quem ocupa funções de poder precisa compreender uma regra elementar: prestígio traz exposição, influência exige responsabilidade e dinheiro público não compra imunidade à crítica.

Enquanto isso, questões relacionadas à saúde, à transparência e à gestão municipal continuam merecendo respostas objetivas. Se existem dúvidas sobre nomeações, frequência de servidores ou aplicação de recursos públicos, que sejam esclarecidas com documentos e fatos. O interesse público não se satisfaz com versões convenientes.

Perder uma eleição faz parte da democracia. O que não combina com ela é tratar o eleitor como intelectualmente inferior ou moralmente desprezível por ter escolhido outro caminho.

No fim, o poder passa. Os cargos mudam de mãos. As alianças se desfazem. E os discursos acabam esquecidos.

A arrogância, porém, tem um defeito curioso: quando acredita estar no auge, raramente percebe que já começou a cair.

E o povo, tantas vezes tratado como figurante, costuma guardar a memória do espetáculo.

A conta é do povo. O mínimo que se espera é que não lhe cobrem também o silêncio.

FONTE/CRÉDITOS: TV Jequié

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Israel Ferssant

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Israel Ferssant

Israel Ferssant é Teólogo, Cineasta, Jornalista, com MBA em Comunicação Eleitoral e Marketing Político, Pós-graduando em Serviço Social, às vezes poeta, músico, educador.

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