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Sábado, 18 de Abril 2026

Notícias/Opinião

O VICE: A PEÇA QUE PODE SALVAR OU AFUNDAR UMA CHAPA

Vice não é maquiagem nem figurino. É composição, hamornia e garantia de gestão de sucesso.

O VICE: A PEÇA QUE PODE SALVAR OU AFUNDAR UMA CHAPA
EA/TVJ
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Na engrenagem da política, o vice não é um detalhe decorativo. É, na prática, o fiel da balança entre estabilidade e caos. Quem assume essa posição precisa entender que não se trata de ocupar uma sombra confortável, mas de carregar responsabilidades que podem definir o sucesso ou o fracasso de um governo.

Um vice que não respeita hierarquia, que se deixa levar por ambição desmedida ou que cultiva historicamente a infidelidade política, transforma-se rapidamente em um problema maior do que qualquer adversário externo. O grupo não precisa de um “abelhudo” ou de um “ardiloso” que mina a confiança interna; precisa de alguém capaz de somar forças e sustentar o projeto coletivo.

A credibilidade é outro ponto inegociável. Passado limpo não é luxo, é requisito. Um vice marcado por escândalos de desvio de dinheiro público ou ranhuras administrativas por onde passou compromete não apenas sua imagem, mas a da chapa inteira. Eleitores não toleram figuras que carregam mais dúvidas do que soluções. O país está dizendo não aqueles com passado maculado.

No campo eleitoral, o vice deve trazer consigo representatividade real. Não basta ser conhecido; é preciso ter capital político e popular de peso, capaz de ampliar o alcance da candidatura. Sem isso, vira apenas um nome na cédula, sem impacto na vitória.

Quanto ao marketing, não vale o construído pelos candidatos. Vale o que será posto em prática durante a campanha eleitoral, de forma inteligente, com olhar verdadeiro sobre todos os cenários, planejamento estratégico equilibrado e comunicação eficaz e prudência nas propostas sólidas, além de monitoramento constante e uso estratégico de redes sociais.

Marketing não é maquiagem, é leitura crítica de cenário e capacidade de transformar discurso em confiança.

Em resumo, o vice ideal é aquele que soma sem disputar protagonismo, que articula sem desestabilizar e que representa sem comprometer. Quando tem capital político e pessoal, fortalece a campanha e garante estabilidade na gestão. Quando não, é risco certo — e risco, em política, costuma custar caro.

FONTE/CRÉDITOS: TV Jequié
Emanoel Andrade

Publicado por:

Emanoel Andrade

Emanoel Andrade é Cinegrafista, Jornalista e Editor não-linear. Já ocupou cargos públicos no setor de Comunicação Institucional, foi Presidente da Associação de Imprensa, Secretário de Comunicação, Diretor de Marketing da CDL/Jequié e Membro Titular...

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