Quem olha para o Centro de Abastecimento de Jequié só se depara com um cenário imortalizado na memória. Enchentes, perdas, sofrimento, destruição, humilhação e desespero em 2022 e 2023. Após as enchentes, surgiu uma cilada denominada "Jequié Forte", que se mascarou no que seria uma ajuda que nunca chegou para quem perdeu tudo nas águas dos rios Jequiezinho e das Contas.
Hoje, mesmo diante dos anúncios e placas de investimentos com recursos do povo no montante de R$ 20 milhões, equivalente a 273 carros 0km, que só foram vistos resultados em apenas dois pavilhões: hortifruti e cereais. Um equipamento público maltratado pela atual gestão, relegado a segundo plano no rol das prioridades da população.
Para conhecer a verdadeira face do Centro de Abastecimento de Jequié, é preciso caminhar pelos corredores, ouvir as histórias dos comerciantes que foram obrigados a assumir débitos, inclusive do período da COVID-19, que até hoje amarga negativamente no apertado orçamento e nas pífias vendas de produtos comercializados por cada um.
Que bom seria se o brilho das luzes da decoração milionária de Natal pudesse chegar aos olhos esperançosos de cada João, de cada Maria do CEAVIG, para aliviar o sofrimento, a dor de conviver à margem dos interesses políticos, da sensibilidade humana.
Que o CEAVIG volte a desempenhar sua função econômica, social e cultural, gerando renda, empregos e promovendo a identidade local. Afinal, ele é o único entreposto comercial que facilita o acesso a alimentos frescos e regionais, que pode atuar como ponto de encontro e sociabilidade, e ser até um destino turístico que valoriza a cultura e história da cidade.