O Sistema de Estacionamento Rotativo pago de veículos nas vias e logradouros públicos, ainda continua gerando diversas discussões não só em rede social, como também na hora de estacionar na via privatizada. Para uns, o sistema Zona Azul é uma forma institucionalizada da prefeitura, de exigir do motorista, o pagamento de tarifas por ele usar a via pública para estacionar, mesmo estando em dia com o IPVA do seu veículo.
Para outros, o sistema zona azul inibe principalmente lojistas, funcionários de lojas, bancos e autônomos, de estacionarem durante todo dia, ocupando vagas que poderiam ser utilizadas por consumidores, cidadãos e profissionais que precisam estacionar principalmente no centro da cidade, para atividades diversas, consideradas essenciais.
Mas o que esses dois grupos têm em comum é a bagunça que é a Zona Azul de Jequié. Segundo eles, o atendimento é péssimo, em vários locais privatizados não existem funcionários in loco no momento de estacionar, para receber a tarifa ou orientar o usuário que não possui o aplicativo no celular, o que não é uma obrigação do usuário, e ainda há reclamações com relação a quantidade real de vagas disponíveis por Lei, para idosos e deficientes.
Na Lei nº 2101, consta no Art. 14: Na demarcação nas áreas de estacionamento rotativo pago, deverá ser assegurado o percentual de 2% das vagas para uso exclusivo por pessoas com deficiência e de 5% para uso exclusivo de idosos. Muitos afirmam que essa projeção na prática não existe.
Segundo alguns comerciantes, há ruas mapeadas pela Zona Azul que ficaram sem vagas de estacionamento. É o caso da Rua 10 de Novembro, nas proximidades das Lojas Americanas. Há quem afirme que por ali tem até pontos comerciais que estão fechando suas portas, em razão de falta de vagas para estacionamento dos clientes.
Outra questão é a diferença na operação do Sistema Zona Azul em outros municípios em relação a Jequié. Por exemplo, Vitória da Conquista: o usuário pode fracionar o tempo em períodos de 10 minutos. Para isso, ao desocupar a vaga, basta utilizar o botão "Parar alocação", disponível no aplicativo e no site, para interromper a cobrança e receber de volta o saldo não utilizado. Na prática se você reservar uma vaga por 1 hora, mas permanecer por apenas 30 minutos, o valor dos 30 minutos restantes serão devolvidos ao usuário.
Aqui em Jequié é muito diferente. Se você não tiver o aplicativo instalado no seu celular, ao estacionar, não havendo funcionário da E-parking próximo para efetuar o recebimento da tarifa, possa ser que quando você voltar ao veículo, encontre a cobrança estampada no para-brisa do seu carro. Se essa tarifa for paga no dia posterior, o valor sai de R$ 2,00 para um multa no valor de de R$ 20,00.
Outra problemática: No artigo 5º, Item V, consta que somente 40% de toda a arrecadação vai para a Sumtran, e não aponta como serão investidos o montante arrecadado no mês. A previsão de receita para a Sumtran em 2023 é de R$ 6.176.000,00 (seis milhões, centro e setenta e seis mil reais).
A Sumtran é o órgão responsável por gerir o trânsito municipal. E, de acordo com especialistas no assunto, trânsito se faz, principalmente sobre 3 pilares primordiais: Engenharia, que envolve a evolução da malha urbana e uso da tecnologia; Educação para o Trânsito, que envolve desde campanha educativas quanto a inserção da matéria na grade curricular do Sistema Municipal de Ensino. E isso a prefeitura está descumprindo pois está na Lei: Fiscalização. Somente neste item que a prefeitura de Jequié foi firme e além das expectativas no comprimento do quesito.