A matéria do Jornal A Tarde, caderno B2, Edição de sábado (10/06), acende o sinal amarelo para a cidade de Jequié, quando o assunto é política. Com o prognóstico de isolamento do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), muitas dificuldades estão por vir.
(matéria continua depois da foto Jornal A Tarde)

Nesses 30 meses de governo, não há uma obra sequer de grande porte ou de expressiva relevância realizada por Zé Cocá, em Jequié, a não ser pavimentação asfáltica do orçamento secreto e das pequenas requalificações em praças de bairro.
Esperava-se muito mais da gestão Zé Cocá, caso sua administração estivesse em sintonia com o Governo do Estado. Mas, por opção do prefeito de Jequié, esse alinhamento foi rompido quando ele decidiu seguir carreira solo e apoiar ACM Neto para governador da Bahia, cortando na cepa as relações com o PT e seus aliados diretos e mais próximos, políticos de peso da Bahia, a exemplo dos senadores Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT), dos deputados federais Antonio Brito e Paulo Magalhães, ambos do PSD, e Jorge Sola do PT, além dos deputados estaduais Euclides Fernandes (PT), Rogério Andrade (XX) e Patrick Lopes (xx), que até hoje não se conformaram com a postura do prefeito de Jequié em colocar-se na oposição ao governo do Estado e seus aliados.
De costas para esse plantel político, o ex-aliado até tentou - com seu longa manus, o deputado Hassan de Zé Cocá - a reaproximar-se do grupo político que desprezou, mas, sem sucesso. Ele disse na rádio Jequié FM, do deputado federal Leur Lomanto Jr (UB), que não precisava do governo estadual para administrar Jequié, e que já estava administrando a cidade sem o governador da Bahia.
Os ataques de Zé Cocá feitos a Rui Costa foram traduzidos pelo hoje Ministro Chefe da Casa Civil do presidente Lula, como desnecessários e desmedidos, levando Rui Costa a se emocionar pela decepção inesperada, durante um evento na cidade de Lafaiete Coutinho.
Outro fato que chamou a atenção no cenário político foi o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, em entrevista ao radialista Mário Kertész, da Metrópoles FM, qualificar o ato como ingratidão de Zé Cocá, durante o programa de rádio.
Se, de fato, Zé Cocá continuar com as portas do município fechadas para o governo do estado, mesmo diante da sinalização do Governador da Bahia, em apoiar o São João de Jequié com patrocínio de R$ 350.000,00, Jequié pode enfrentar dificuldades sérias, levando o governo municipal a realizar com os recursos próprios do município, as transformações prometidas durante o período de sua campanha eleitoral. É aguardar para ver o que acontecerá.