A requalificação de um importante elo entre os bairros São Luiz e São Judas Tadeu,
esperada há muitos anos por moradores que utilizam aquele acesso para driblar o intenso fluxo de veículos na rua Antônio Orrico, ficou pela metade e pode oferecer riscos principalmente em período de chuvas.

Uma ponte construída no fundo do antigo Colégio Dinâmico que liga ao São Judas Tadeu, não durou muito tempo. A estrutura cedeu em uma das cabeceiras e foi interditado um dos lados da estrutura.
Antes de analisar o possível problema técnico é necessário que a Secretaria de Infraestrutura responda para os munícipes, aqueles que pagaram a construção daquela ponte, algumas dúvidas:
1 - Quanto custou aquela obra?
2 - De quem é a responsabilidade técnica?
3 - Quem vai pagar aquele prejuízo?
4 - Quando será consertada?

Análise superficial
Mesmo sem um laudo detalhado por um profissional da área, é possível ver que o modelo de ponte executado pela PMJ, aplicou-se metodologia semelhante ao sistema de estacas secantes, em que se aplica estacas para suportar o empuxo de terra causado pelo aterro de chegada ao pontilhão. Para suporte dos esforços da mesoestrutura, foi executada uma viga de coroamento sobre as estacas.
A utilização de manilha de concreto como camisa, é uma adequação técnica, contudo, requer um rigor executivo mais adequado para evitar o desconfinamento do solo e carreamento deste.
Nota-se na estrutura, patologias nas alas ocasionadas certamente pela inexistência de dispositivos de drenagem e de um revestimento impermeável sobre a faixa de rolagem.
Além disso, nota-se que houve variações de nível ao longo do período de utilização e que já apresentam ausência de concreto entre as manilhas. Essa ausência pode ter correlação com um possível processo de carreamento de solo e desconfinamento do aterro de chegada ao pontilhão.