No dia 16/03, a empresa COOBMA recebeu da prefeitura de Jequié, o sinal verde para operar o serviço de transporte coletivo urbano de Jequié. Alívio para usuários do sistema. Desafios para a empresa permissionária.
Com o período da crise sanitária da Covid-19 e a concorrência informal no sistema de transporte, a empresa Rio de Contas, detentora da licença municipal para a atividade, desistiu em continuar com os serviços, restando ao município formalizar parceria para que a COOBMA assumisse o controle do transporte coletivo urbano em Jequié.
Investimentos vultosos foram feitos para aquisição de veículos e montagem de toda infraestrutura necessária para atender aos usuários do sistema. Um desafio sem limites, que para superar cada etapa, foi necessário compreender a urgente necessidade da população que jamais poderia ficar sem o ônibus no dia a dia.
Aos poucos a COOBMA passou a atender aos 800km de malha municipal, chegando a todos os pontos a fim de levar e trazer aos seus destinos, principalmente trabalhadores que necessitam do transporte coletivo urbano para desenvolver suas atividades laborais.
Certamente que falhas existem, é mais que natural, bastando compreender a complexidade em assumir o transporte coletivo urbano para uma cidade de 160 mil habitantes, praticamente a toque de caixa, em meio a uma experiência completamente nova para quem operava transporte escolar e de turismo.
Mas há uma característica bastante positiva, porém, somente observada por poucos. É uma empresa totalmente Jequieense, idônea, conhecida e que está gerando emprego e renda para os munícipes, com contratação de pessoal, aquisição de peças e equipamentos no comércio local, empregando todos seus esforços para acertar no projeto e que vem investindo no crescimento da frota e atendimento de novos ramais urbanos. O destaque nessa missão é a coragem da COOBMA em assumir essa difícil tarefa.
Todo esse comprometimento da COOBMA merece o reconhecimento e a paciência da população. O transporte público no Brasil tem sido um desafio assumido por poucos, em razão dos altos custos nos investimentos, pesada carga tributária, aumentos constantes nos derivados do petróleo, a concorrência informal, a gratuidade obrigatória por lei e os desafios no trânsito urbano das cidades de médio porte, a exemplo de Jequié.
Com paciência e sabedoria, é muito provável que em breve Jequié terá um sistema de transporte coletivo urbano modelo para a Bahia e quem sabe, para o Brasil.