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Quinta-feira, 16 de Abril 2026

Notícias/Cultura

19 de agosto. Um dia insosso em Jequié

O silêncio e o desprezo se apresentaram no Teatro Municipal de Jequié

19 de agosto. Um dia insosso em Jequié
Divulgação
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Sábado, dia 19 de agosto era para ser um dia de sonhos, de diversão, de conhecimento e muitos aplausos. Mas, o silêncio das palmas emudeceu até o coração que acostumava acelerar no palco, em meio aos risos, emoções e expressões de plena alegria.

Foram assim as comemorações do Dia do Teatro em Jequié. Incrível, mas foi assim, mesmo na Terra de Waly Salomão, Zéu Brito, Jomir Gomes, João Valci, Astro Brayner, Artur Pires, Álvaro Araújo, Jorge Salomão, Tatu Leal e Musaé (in memoriam), e tantos outros que dedicam suas vidas na expansão do pensamento crítico, no desenvolvimento das expressões e na inspiração de grandes histórias.

Mas incrível ainda, é saber que no start dessas ações que poderiam ser estimuladas, está alguém ligado intrinsecamente ao setor. É como matar a sua sede e esquecer os copos vazios.

O símbolo da depressão cênica em Jequié está gravado no centro da cidade, em um belo monumento artístico que atravessou décadas promovendo as emoções mais autênticas da alma. E hoje, seu vazio, seu estado terminal, seu silêncio, ensurdece até mesmo os menos providos de lampejo cultural. A inatividade do Teatro Municipal de Jequié é, principalmente para os artistas jequieenses, como assistir a morte do próprio Dionísio, o deus do vinho e do teatro, como na Grécia, no século VI a.C.

O teatro promove em seu público uma reflexão, identificação com a história e os personagens, uma autoanálise, empatia e ainda desperta sentimentos. Os roteiros e as encenações são reflexos do cotidiano, formas de pensamento e trazem uma visão de um período histórico, tudo isso faz com que quem assiste a peças teatrais participe ativamente daquele momento.

E como isso não ocorre ultimamente, vivemos numa cidade fantasma culturalmente, com talentos impressionantes emergidos das suas ricas e criativas histórias, dos seus sentimentos e papéis. Respiramos uma atmosfera teatral pobre, relegada, maltratada, desde os bastidores até o palco, sem emoção, sem coração e sem plateia.

Tarefa difícil parabenizar aqueles que choram sem palco, sem palmas, sem alma. Triste 19 de agosto de 2023. Só dá para lembrar de Chico:

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

FONTE/CRÉDITOS: TV Jequié
Emanoel Andrade

Publicado por:

Emanoel Andrade

Emanoel Andrade é Cinegrafista, Jornalista e Editor não-linear. Já ocupou cargos públicos no setor de Comunicação Institucional, foi Presidente da Associação de Imprensa, Secretário de Comunicação, Diretor de Marketing da CDL/Jequié e Membro Titular...

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