O município de Jequié, que dispõe de um orçamento anual próximo a R$ 1 bilhão e gastou em 2025 mais de R$ 186 milhões apenas com a saúde básica, enfrenta não apenas números frios de balanços financeiros, mas histórias humanas que revelam a fragilidade do sistema. Entre elas, a de Luana Cardoso, moradora do Conjunto Habitacional Mandacaru II, no programa Minha Casa Minha Vida, que há anos sonha com a solução para seu problema de saúde.
Diagnosticada com endometriose nos ligamentos do útero, Luana iniciou uma verdadeira via-crúcis em busca de atendimento. Há sete meses aguarda ser chamada pela Secretaria Municipal de Saúde para realizar um exame cardiológico essencial à continuidade do tratamento. A espera prolongada transformou sua indignação em descrença: decepcionada com a gestão municipal, ela já não acredita sequer na atuação do Ministério Público, motivo pelo qual não buscou o órgão.
A história de Luana expõe a contradição de uma cidade que investe milhões em saúde, mas não consegue garantir o básico: acesso rápido e digno ao atendimento. O sofrimento de uma mãe, que luta para cuidar de si e de seus dois filhos pequenos, não pode ser reduzido a estatísticas. É um alerta para autoridades e gestores sobre a urgência de transformar recursos em resultados concretos.
O canal “Sem Filtro” esteve com Luana, registrando sua dor e sua esperança. O objetivo é claro: sensibilizar autoridades e sociedade para que casos como o dela não se repitam. Porque por trás de cada número, há vidas que não podem esperar.
FONTE/CRÉDITOS: TV Jequié
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