O desfile cívico de 07 de setembro é a marca da independência do Brasil, declarada em 1822 pelo príncipe regente D. Pedro I. Criado em 1994 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, o grito dos excluídos tem a finalidade de dar voz as organizações e pessoas que são ignoradas pelos poderes públicos.
Em Jequié, o Grito dos Excluídos sempre desfilou no meio das entidades e classes como ciclistas, Bombeiros, Polícia Militar, Maçonaria e outras. Neste ano, a organização do evento, sob o comando do Secretário de Cultura e Turismo Domingos Ailton, quis excluir, de fato, o grito dos excluídos, obrigando-os a serem os últimos a desfilarem e darem voz as insatisfações das entidades que se organizaram para desfilar.
Sob a organização da APLB - Sindicato/ Delegacia Sindical do Sol, SINSERV, CNLB, Bancários de Jequié e Região, SIND-ACS/ACE, CEBs, UBM, Casa das Mulheres, ALGBTTIS de Jequié e Região, CTB Jequié e Região, ADUSB, UNEGRO e Conselho Popular de Jequié, o Grito dos Excluídos contratou um carro de som, menor do que em relação a outros anos, para poder dar voz as demandas desses segmentos. Entretanto, com a ordem da organização do evento de impedir o carro de som, os manifestantes utilizaram palavras de ordem para dar voz a sua insatisfação.
“A polícia Militar estava cumprindo ordens. O grito dos excluídos sempre saiu no meio do desfile, a frente dos ciclistas. Por conta dessa postura antidemocrática da gestão municipal, esse ano não podemos desfilar com o carro de som.” Afirma Venicius Lucena, Presidente do SINSERV.
“A primeira vez, nestes últimos anos, que o Grito dos excluídos foi calado, a organização do desfile disse que somos invasores. Não nos deram a voz, mas cantamos alto: “Quem tem medo de formiga, não atiça o formigueiro.” Comenta Rita Rodrigues