Em agosto de 2025, o prefeito Zé Cocá anunciou com grande destaque a construção da Policlínica Municipal, uma adaptação da Unidade Básica de Saúde do Campo do América. A proposta seguiria o modelo das Policlínicas Regionais do Governo do Estado.
Desde o início, porém, o projeto levantou questionamentos. A placa técnica da obra foi exposta sem informações essenciais de transparência e fiscalização: não constavam nomes de engenheiros e arquitetos responsáveis, registros no CREA ou CAU, números de ART, CNPJ da construtora, canais de contato, códigos de rastreamento nem a origem dos recursos. Pouco depois, a placa foi retirada, possivelmente para não expor a data de entrega prevista para junho deste ano.
O documento oficial descrevia a obra como “ampliação, melhorias e readequação da Policlínica Municipal”. A incoerência chamou atenção: como ampliar ou readequar uma estrutura que ainda não existe? Até o momento, só há a UBS.
Orçada em R$ 1.672.108,61, a obra tem previsão de entrega para 13 de junho de 2026, próximo sábado, sob responsabilidade da empresa Alfa Construções. No local, não foram encontrados operários ou encarregados que pudessem explicar o motivo da paralisação.
A Secretaria de Comunicação da Prefeitura também não soube informar sobre a interrupção.
No ato de lançamento, o então secretário de saúde, em discurso empolgado, afirmou que a obra representaria um marco para a saúde municipal. Hoje, a realidade é bem diferente: a construção está parada e a inauguração, incerta.
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