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segunda-feira, 02 de março de 2026

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Clientelismo: Prática da república velha, permanece mais atual do que nunca

Prática em que os poderosos exerciam poder sobre os mais pobres por meio de cargos

Clientelismo: Prática da república velha, permanece mais atual do que nunca
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A política é sempre dinâmica e dela vem muitas das ações que interferem diretamente na vida daqueles que, por meio do sufrágio, elegem os seus representantes que irão definir os caminhos que o estado irá tomar em relação a diversas áreas, como educação, saúde, segurança, economia e outras.

Quem estuda história, se lembra da República Velha, período que compreende de 1889 até 1930. Nessa época, os militares que lutaram na Guerra do Paraguai, elevaram a sua insatisfação com a monarquia que era exercida na época pelo Imperador Dom Pedro II e estava transmitindo esse poder para sua filha, a Princesa Isabel e o seu esposo, o Conde D’Eu. Insatisfeitos com diversas ações tomadas pela monarquia brasileira, os militares deram um golpe e instauraram no país o modelo republicano, tendo como primeiro Presidente da República o Marechal Deodoro da Fonseca, que foi sucedido por outros presidentes eleitos de forma indireta.

O modelo de escolha dos presidentes era através de acordos, que se baseavam na constituição de 1891. Dessa época, surgiram 3 medidas políticas que permanecem ativas em muitas das cidades hoje em dia: Mandonismo, Coronelismo e Clientelismo. Vamos falar hoje apenas sobre este último, o Clientelismo.

Nessa época política, a troca de favores entre os poderosos com algumas pessoas funcionava da seguinte forma: Quem detinha o poder, dava para essa outra pessoa um cargo público em troca de que o voto dessa pessoa e seus familiares e amigos, deveria ser para o candidato indicado pelo poderoso que lhe tinha ofertado o cargo. Parece familiar para você? Essa prática permanece bem ativa na política hoje em dia, com a constante indicação política para cargos nas administrações públicas, em todas as esferas, em troca de apoio político. Essa modalidade do clientelismo é fruto do Coronelismo, não tão evidente nos dias de hoje nos grandes municípios, mas que permanece ativa em pequenas cidades onde o poder é de políticos que agem como coronéis e mantém o eleitor sob o cabresto.

O grande problema dessa troca de favores entre quem tem o poder sobre quem detém capital político, é que muitos utilizam desse poder para se locupletar (enriquecer através do cargo que ocupa), investigações do judiciário revelam alguns desses esquemas, mas muitos ficam fora dos holofotes devido a influencia de poderosos.

Quais são as maneiras que o cidadão tem de demonstrar a sua revolta com relação a essa prática? Não serei eu a pessoa que irá lhe dizer, caro leitor, sobre como fazer para mudar essa realidade. Ainda mais que muitas das revoluções recentes que o país passou, demonstraram a falta de organização e direção para que o resultado dessas revoltas sejam efetivas e auxiliem a mudar esses problemas intrínsecos na política brasileira. Veja o exemplo das jornadas de junho de 2013, a revolta foi justa, mas foi direcionada para que alterasse apenas quem detinha o poder e não remover o clientelismo da Política. 

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Gomes
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