Não é justo dizer que Zé Cocá não se esforçou ao máximo para aprovar a toque de caixa o projeto de Lei nº 045/2025, depois alterado para PL 047/2025, que tinha como propósito o aumento da taxa de iluminação pública e a cobrança nova para quem produz energia solar e consume acima de 2.000 kW, que sairia de R$ 80,00 para R$ 300,00, aumento de 275%.
O esforço de Zé Cocá foi tamanho ao ponto de tentar imputar à Rádio Estação 93 FM e seus diretores deputado Euclides Fernandes (PT) e seu filho, vereador Ramon Fernandes (PT), a pecha de propagadores de FAKE NEWS. Mas, tanto não colou como não caiu bem para uma autoridade municipal, ao ser descortinada a manobra e revelada a verdade pela vereadora Moana Meira (PSD) em pronunciamento na Tribuna da Câmara de Vereadores.
Não se dando por vencido, Zé Cocá partiu para o "all-in" (ou "tudo-em" em português, "último esforço para vencer uma partida de poker”), mas não esperava que o vereador Ramon Fernandes jogasse à mesa um royal flush, impiedoso e infalível.
Sem blefe, Ramon Fernandes se ateve ao Regimento Interno do Legislativo Municipal e deu a cartada definitiva para virar a mesa ao seu favor, quando cobrou da presidência a legalidade, segurança jurídica e regularidade do processo legislativo, apontando erros graves na tramitação do Projeto de Lei de Zé Cocá.
Após provocação, o departamento jurídico da Câmara, reconheceu o recesso legislativo, iniciado em 16 de dezembro, e recomendou à presidência a suspensão da tramitação deliberativa do PLC nº 047/2025, até o retorno das sessões ordinárias ou a eventual convocação extraordinária regular, como medida de preservação do devido processo legislativo, da legalidade e da segurança jurídica.
Decretado recesso parlamentar e sem votação para esse final de ano, o Projeto de Lei de Zé Cocá foi vencido por um Straight Flush do vereador Ramon Fernandes. Belíssima jogada. Game Over, for now!