O que já foi símbolo da cultura de Jequié, hoje não passa de um imóvel desassistido pelo poder público, com vários problemas estruturais e sem pauta atrativa.
Com a decadência dos investimentos municipais na cultura de Jequié, artistas assistem, impotentes, à degradação de um equipamento que foi projetado para impulsionar a cultura regional, hoje reduzido a espetáculos de besteirol e solenidade de formatura, salvo alguns eventos institucionais da gestão municipal que são realizados no local.
A pasta da cultura municipal pouco ou quase nada tem se movimentado em defesa do equipamento público, pelo contrário, tem assistido silenciosamente e sendo cúmplice do desmonte cultural com atentados à cultura, como o fechamento do Teatro Municipal, há mais de 4 anos, e a venda da Biblioteca Municipal, sem falar da desmobilização das políticas culturais que abrangiam as comunidades carentes dos bairros periféricos de Jequié. Segundo os artistas locais, essa é a pior gestão cultural já ocorrida na história de Jequié.
O Centro de Cultura de Jequié, conhecido como Centro de Cultura ACM, foi inaugurado em 2000, há 25 anos, se firmando como um dos espaços culturais mais bem equipados e de maior espaço físico no interior do estado, com capacidade para 518 pessoas, obra com custo aproximado de R$ 15 milhões.
Pois Zé, hoje, o Centro de Cultura de Jequié, embora o diretor Beto Bispo tenha se osforçado ao máximo para manter em perfeito funcionamento o equipamento público estadual, diversos problemas estruturais tem surgidos e tem colaborado para a degradação física e deterioração do espaço, a exemplo mau conservação e falta de manutenção nas poltronas, piso, paredes, fachadas, sanitários, área verde e outros setores.
Pois é, Zé, para agravar ainda mais a situação decadente do Centro de Cultura de Jequié, toda a parte de eletrificação, cabos e material do sistema de ar-condicionado do Centro de Cultura foi roubada ultimamente, dificultando ainda mais o funcionamento do equipamento. Lamentável que as pracinhas e o asfalto ocupem o tempo de quem poderia buscar junto ao governo do estado as providências necessárias, afinal, o Centro de Cultura está instalado na cidade de Jequié, e quem diz que ama a cidade, tem o dever de demonstrar seu amor cuidando bem do patrimônio público.
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