Não só grande parte da população de Jequié, mas também o Deputado Federal Antonio Brito não viu com bons olhos o fato de Zé Cocá (PP), indicar seu sobrinho como candidato a vice-prefeito na sua chapa de reeleição.
Para Brito, a atitude de Zé Cocá, tem por trás a intenção de trazer de volta o Coronelismo na política não só de Jequié, mas de Lafaiete Coutinho também, onde Zé Cocá quer a todo custo, emplacar seu irmão como prefeito de Lafaiete Coutinho.
*Além desse capricho pessoal, Brito considerou uma falta de respeito com a Câmara de Vereadores de Jequié, que indicou um de seus pares, mas, não obteve por parte de Zé Cocá, a fidelidade e a consideração esperada para com um parlamento que apoiou todos os projetos do prefeito, projetos de cunho impopular, que tem gerado muitos desgastes aos vereadores, que poderão ser sentidos na próxima eleição, dificultado a reeleição de alguns no exercício do mandato*.
IRECÊ – BAHIA
Na realização da convenção do PSD e partidos aliados, realizada no Jequié Tênis Clube, ontem, 26/07, Brito chegou a citar um fato parecido que ocorreu em eleições passadas, na cidade de Irecê, na Bahia, quando o prefeito indicou o seu motorista como candidato a sua sucessão.
“O povo de Jequié vai fazer igual ao povo de Irecê. Dizer não a essa manobra familiar, de querer criar uma dinastia em Jequié. Os destinos de uma cidade tão importante para a Bahia, como o município de Jequié, não podem ser confundidos com um plano de interesses de uma família. Política é lugar de homens bem-intencionados, que sabem ser fiéis ao seu povo e que deve respeitar as suas escolhas. Jequié não pode regredir, não pode se tornar a extensão da casa e dos desejos de qualquer político”, destacou Antonio Brito, Deputado Federal (PDS)
O FUTURO DE JEQUIÉ
Pelas manobras políticas que o prefeito Zé Cocá vem realizando no cenário baiano e nacional, está muito claro na opinião de especialistas no assunto, que possivelmente Zé Cocá deixe a prefeitura de Jequié com apenas 1 anos de mandato, caso seja reeleito, e se lance à disputar as eleições para Deputado ou Governo da Bahia, entregando os destinos de Jequié à um pessoal, que muitos dizem ser desconhecida na política local, inexperiente, neófito da política e sem manejo na administração pública.
FALTA DE NOMES?
Com tantos nomes relevantes na política de Jequié, inclusive se secretários e vereadores que desempenharam excelentes trabalho durante a gestão de Zé Cocá, por qual motivo ele descartos todos e escolheu pessoalmente o seu sobrinho? Seria falta de confiança nos demais? Ou garantia de sigilo? Ou até mesmo garantia política no futuro, num possível retorno ao poder local? Quem sabe até o controle em sua mãos das cidades de Jequié e Lafaiete? O que de fato estaria por trás da escolha de uma pessoal totalmente desconhecida?