Diferentemente da classe docente, os servidores efetivos se mantem mobilizados. De acordo com o Presidente do SINSERV, Venícius Lucena, o executivo municipal não abriu diálogo com a categoria para negociar o fim do movimento paredista. Na próxima segunda-feira, 25/09, a categoria se reunirá em nova assembleia para avaliação das atividades e elaborar novo calendário com as atividades que serão realizadas pela categoria.
Os servidores municipais, representados pelo SINSERV pleiteiam o reajuste nos vencimentos de seus salários que estão defasados desde 2019. As perdas salariais da categoria chegam a mais de 38% em relação ao salário mínimo no país.
Cabe lembrar que a greve foi aprovada pela categoria no último dia 11/09 e as atividades foram paralisadas pela categoria no dia 14/09. Os servidores e a APLB se uniram em torno dessa pauta que congrega ambas as categorias: A valorização do profissional que desempenha suas atribuições no serviço público municipal.
Em entrevista concedida a Rádio Povo no dia 18/09, o Presidente do SINSERV afirmou que a categoria está aberta ao diálogo e espera que o executivo municipal tenha a mesma postura a fim de solucionar essa pauta grevista.
“A gente tem tentado de todos os jeitos, inclusive a gente pede interlocução de algumas pessoas ligadas a gente para que o chefe do executivo possa nos receber. E o que a gente tem escutado é que parece que o chefe não entende o movimento e diz que é algo que é pessoal. Nunca foi pessoal. Estamos há 30 anos nessa lida. Sempre fizemos manifestações em todas as gestões que não atende aos anseios do trabalhador. O que é pessoal, o que parece ser pessoal é o ataque direto ao servidor público que continua sem reajuste, esse ano já estamos no mês de setembro e até agora a gente continua com o mesmo poder de compra do ano passado, de dois anos atrás, de três anos atrás, onde se aumenta tudo menos o vencimento do servidor”, Afirma Venícius Lucena.
