Nos distritos rurais de Jequié, o abandono das estradas virou sinônimo de sofrimento. Caminhos esburacados e sem manutenção transformaram a vida do povo humilde em um risco diário. Um carro da empresa de energia elétrica chegou a capotar, deixando uma comunidade inteira mais de oito dias sem luz. No mesmo cenário, um ônibus escolar derrapou e saiu da estrada, quase provocando uma tragédia com crianças e jovens que dependem do transporte para estudar.
Esses episódios não são acidentes isolados: são consequências diretas da falta de investimento e da negligência da gestão municipal. Estradas precárias significam isolamento, prejuízo para agricultores e insegurança para famílias inteiras.
E é nesse contexto que Zé Cocá, ex-prefeito de Jequié, agora aparece em propagandas eleitorais como candidato a vice-governador da Bahia, prometendo “transformar o campo” e melhorar a vida das famílias rurais. Mas como acreditar? Se não garantiu condições mínimas para as famílias produtivas do campo, qual segurança há de que fará pelo agronegócio baiano o que não fez em Jequié?
O direito constitucional à mobilidade, à educação e à saúde não pode ser tratado como promessa de campanha. O povo da zona rural precisa de estradas seguras, energia contínua e transporte escolar digno — não de discursos que contrastam com a realidade vivida.
Esse contraste entre a fala política e o abandono concreto expõe uma verdade incômoda: quando o campo pede socorro, não é propaganda que responde, mas ação efetiva.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se