Toda vez que se coloca em pauta a discussão sobre os preços praticados nas revendas de combustíveis em Jequié, vem sempre à tona uma pergunta óbvia: se Jequié abriga a base de distribuição de combustíveis da Petrobrás, qual a razão dos preços praticados nos postos de Jequié serem sempre mais caros do que os preços dos que aqui abastecem e revendem a até 400 quilômetros de distância, mesmo com a incidência do frete?
A Câmara de Vereadores de Jequié até tentou fazer uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, mas, mesmo realizando oitivas inclusive com proprietários de postos de combustíveis de Jequié, o relatório final não foi finalizado nem encaminhado ao Ministério Público e à Polícia Civil da Bahia, para que ele fosse remetido à Justiça.
Para quem viaja, o espanto é garantido na hora de encher o tanque do carro na rodovia ou em cidades vizinhas. Aqui em Jequié, o Diesel Comum S-500 é tabelado entre R$ 5,90 e R$ 6,09, enquanto na BR 101, a 200 quilômetros de Jequié, é vendido por R$ 5,39, diferença de R$ 0,70. Isso representa uma economia de R$ 35,00 a cada abastecimento completo, considerando 50 litros por abastecimento.
No caso da Gasolina Comum, vendida em Jequié por R$ 6,57 o litro, a diferença chega a ser de R$ 0,69, quando se abastece no Posto Embira, na BR 101, próximo a Sapeaçu, ao preço de R$ 5,88. Isso significa uma economia de R$ 34,50, considerando 50 litros por abastecimento.
Parece uma conta barata, mas não é. Para quem enche o tanque 3 vezes no mês, vai pagar no final do mês R$ 958,50, ao preço vendido em Jequié. Se for ao preço vendido nas BR’s, vai pagar R$ 882,00, que no final do ano representará uma perda de R$ 1.224,00. Imagine essa matemática em outras situações de consumo? É barra!