Já está sendo comum essa cena.
Animais pastando em praças públicas tomada pelo mato em Jequié.
A falta de conservação desses espaços gera risco à população não só por se transformarem em ambientes perfeitos para animais peçonhentos como também aumentam os riscos de assaltos e demais ilícitos praticados por meliantes.

Praça próxima a FTC - São Judas Tadeu
É difícil a tarefa de manter limpas ruas e praças quando o efetivo de limpeza pública é de apenas 42 funcionários, encarregados de varrer e limpar toda a cidade, conforme documento apresentado no TCM, referente ao pagamento feito pela PMJ à empresa contratada para realizar a limpeza pública em Jequié.


Segundo dados do TCM, a gestão passada encerrou sem mandato pagando à mesma empresa de limpeza pública, o valor de R$ 1.006.674,80, isso em dezembro de 2020, chegando a ter 4 equipes de 25 homens trabalhando na varrição e limpeza da cidade e possuindo ainda no contrato, 03 caçambas e uma máquina pá carregadeira.

Na gestão atual, de 21 de dezembro de 2022 à 20 de janeiro de 2023, os serviços com limpeza pública custaram aos cofres de Jequié, R$ 1.542.462,51. Houve aumento de 53,22%, cerca de R$ 535.787,71 a mais em relação a gestão passada e sem as caçambas e a máquina pá carregadeira.

Mesmo diante desses valores, a população reclama afirmando não estar contente com o serviço de limpeza pública, principalmente nos bairros mais distantes do centro da cidade.
Essa questão da limpeza pública em Jequié já gerou diversas discussões. Em 2016, a contratação da empresa que hoje faz a limpeza da cidade, foi apontada como irregular pelo vereador Daubti Rocha Guimarães, “Colorido”, através de reclamação registrada sob nº 2256, na Ouvidoria Geral do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA). Entretanto em relação aos serviços e os valores de hoje, o TCM não registrou nenhuma reclamação.
Fonte documentação: TCM/BA