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segunda-feira, 02 de março de 2026

Notícias/Economia

O que o Censo 2022 diz de Jequié?

Os resultados foram apresentados pelo IBGE

O que o Censo 2022 diz de Jequié?
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As cidades brasileiras passaram a receber os primeiros resultados do Censo 2022. O trabalho começou com a ideia de ser realizado em três meses e levou dez meses de coleta em campo. Mesmo assim o IBGE conseguiu imprimir velocidade na entrega dos dados. Além dos simples aspectos geográficos, que correlaciona o crescimento populacional como sendo o saldo entre as taxas de natalidade e de mortalidade, o aumento da população de uma cidade, em detrimento da diminuição de outras, está correlacionada também com sua atratividade, impulsionada pela possibilidade na farta oferta de emprego, moradia, educação, saúde, infraestrutura, segurança e perspectivas de crescimento.

Segundo o IBGE, em 2010, o município de Jequié registrava população de 151.895 pessoas. Hoje, com a divulgação dos resultados apresentados , Jequié cresceu apenas 4,96% e tem hoje 158.812 pessoas, 6.917 pessoas a mais, o que representa um crescimento de 577 pessoas a cada ano.

Não é um resultado bom para um município que já ostentou a colocação de 4ª maior cidade da Bahia, em períodos passados. Pior ainda quando se avalia o potencial energético, hídrico e sua privilegiada localização geográfica, dona de um bioma singular entre as cidades baianas, e com fama de eleger governadores.

Esses dados jogaram Jequié para a 11ª colocação no estado da Bahia, 38ª no Nordeste e 187ª colocação no Brasil. Um resultado que acende o alerta da necessária e imediata reengenharia de desenvolvimento municipal.

Como toda cidade brasileira, Jequié enfrenta problemas parecidos de moradia, desemprego, desigualdade social, saúde, educação, violência e exclusão social. Associados a estes fatores, estão a falta de planejamento no desenvolvimento urbano e ausência de políticas públicas voltadas para a geração de empregos, principalmente, fator essencial para aquecer o consumo e alavancar a economia. Sem emprego a roda gigante não gira e frusta o crescimento. Na educação, responsabilidade do governo, não houve grandes transformações, salvo a atividade de exploração comercial no setor educacional, por empresas privadas que implantaram em Jequié seus polos de ensino. Na saúde, a básica se arrasta e não atende a contento as demadas da população. Em compensação, na alta complexidade os avanços foram notáveis com intervenções do estado em vários setores. Na indústria, só em 1997 aconteceu seu apogeu com a instalação e inauguração da Ramim Calçados. Desse período até hoje, não houve impactos parecidos na indústria local.

Uma cidade sem Plano Diretor não pode mesmo avançar, pois o seu crescimento desordenado em nada contribui para a sustentabilidade do desenvolvimento. Aliado a isso, estão as testilhas políticas de grupos que reversam o poder local. A cada eleição, há sempre o Salvador da Pátria eleito que divide apoiadores e lideranças políticas, que em meio aos conflitos, cai no isolamento e prejudica a cidade.

A realidade de Jequié é muito distante de municípios vizinhos, como por exemplo, Vitória da Conquista, que segundo o Censo 2022, saiu de uma população de 203.062 habitantes em 2010, para 370.868, crescimento de 6,45, ou seja, aproximadamente 168 mil pessoas em 12 anos. Esse crescimento de Vitória da Conquista está relacionado, principalmente, à união das forças políticas representativas, nas esferas municipal, estadual e federal, que em demandas das comunidades, se projetam acima das bandeiras partidárias e brigam pelo crescimento do município, de forma unida e inteligente. E os eleitores sabendo que isso faz bem para o crescimento da cidade, se comportam de forma politizada, com cobranças impetuosas, intensas e coerentes. Não pode ser outro senão a colheita de bons resultados econômicos, sociais e políticos.

Se a transformação de uma cidade está nas mãos do povo, está também a sua responsabilidade diante dos resultados que ela alcança, afinal, ninguém cai de paraquedas no legislativo ou executivo municipal. Todo poder representado é o reflexo daqueles que o escolheram, e diante do silêncio dos escolhedores, eles seguem alimentando seus interesses próprios, em detrimento da melhoria das condições de vida de sua população.

FONTE/CRÉDITOS: Tv Jequié
Emanoel Andrade

Publicado por:

Emanoel Andrade

Emanoel Andrade é Cinegrafista, Jornalista e Editor não-linear. Já ocupou cargos públicos no setor de Comunicação Institucional, foi Presidente da Associação de Imprensa, Secretário de Comunicação, Diretor de Marketing da CDL/Jequié e Membro Titular...

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