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Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2025

Bahia/Cultura

O QUE A COMITIVA DE JEQUIÉ LEVOU PARA OS ITALIANOS?

Famílias italianas desempenharam pepel importante na história de Jequié, contribuindo para a cultura e a economia da Cidade Sol

O QUE A COMITIVA DE JEQUIÉ LEVOU PARA OS ITALIANOS?
Editoria de Arte
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O prefeito de Jequié, Zenildo Brandão, e o vice-prefeito, Flávio Brandão, estão na Itália, acompanhados de suas famílias e dos deputados Leur e Hassan. O grupo viajou para conhecer mais sobre o intercâmbio e a contribuição dos italianos no início da história de Jequié.

Embora os italianos tenham desempenhado um papel importante em Jequié, suas histórias estão se perdendo no caminho da insensatez cultural, em que as memórias se tornam efêmeras diante do voraz espírito capitalista que destrói patrimônios culturais e prioriza os lucros a qualquer custo.

Uma pena que os anfitriões não puderam receber dos ilustres convidados nem uma foto do Teatro Municipal de Jequié em pleno funcionamento. Fundado em 1935, o teatro é hoje um patrimônio do município e ocupou o espaço do histórico Ginásio do Padre CEMS, sob a direção do padre italiano Leonides Spinola.

Como os italianos provavelmente reagiram ao serem comunicados sobre a demolição do casarão do governador Antônio Lomanto Júnior, descendente de italianos? Essa construção era uma relíquia da história de Jequié, que não resistiu à pressão do capitalismo.

Como a visita se relaciona com a cultura e história dos italianos e outros benfeitores, será que mencionaram que o prédio público comprado pelo prefeito Reinaldo Pinheiro para abrigar a biblioteca municipal não existe mais? Esse prédio guardava uma joia rara: uma peça extraordinária e admirável do professor Emerson Pinto de Araujo (1926-2023), que escreveu vários capítulos com esmerada dedicação aos italianos, inconfidentes e outros benfeitores da história de Jequié.

Não temos certeza se mencionaram que, ao lado do mercado municipal — edificado pelo avô do deputado —, encontra-se hoje um monstruoso edifício conhecido como shopping, que ofusca sua majestade e imponência.

E quanto àquela bela e histórica casa na ladeira da Balança, que abrigou uma pizzaria e, posteriormente, a Secretaria de Cultura? Trata-se do Casarão de Urbano Britto Gondim, primeiro intendente de Jequié. Será que informaram que foi destombada como patrimônio histórico da cidade e liberada para venda e demolição?

Como a agenda é cheia, pode não haver oportunidade para mencionar que o Casarão Nestor Ribeiro, um marco da emancipação de Jequié junto a importantes figuras italianas, está com o teto desabando devido à falta de conservação.

Como a comitiva de convidados pode não ter trazido muito da rica cultura e história de Jequié para apresentar aos anfitriões italianos, gostaria de, na condição de simples cidadão de Jequié, gente do povo, apresentar as nossas desculpas às famílias italianas.

FONTE/CRÉDITOS: TV Jequié
Comentários:
Emanoel Andrade

Publicado por:

Emanoel Andrade

Emanoel Andrade é Cinegrafista, Jornalista e Editor não-linear. Já ocupou cargos públicos no setor de Comunicação Institucional, foi Presidente da Associação de Imprensa, Secretário de Comunicação, Diretor de Marketing da CDL/Jequié e...

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