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Terça-feira, 16 de Julho de 2024

Bahia/Opinião

Nota da SME demonstra ausência de capacitação principalmente na Educação Especial, na perspectiva inclusiva.

A nota foi duramente criticada por especialistas, desde o uso de termos técnicos ultrapassados ao desleixo exposto no conteúdo

Nota da SME demonstra ausência de capacitação principalmente na Educação Especial, na perspectiva inclusiva.
Divulgação
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Pegou muito ruim para a gestão do prefeito Zé Cocá, (PP), e principalmente para a Secretaria de Educação do município de Jequié, uma NOTA PÚBLICA emitida pela prefeitura, se isentando da culpa pelo ocorrido na Escola Municipal Expedito Fernandes, localizada no bairro Joaquim Romão e utilizando termos técnicos considerados ultrapassados e em desuso nos conceitos da Educação Inclusiva.

Na unidade de ensino que atende aproximadamente 100 alunos da Educação Infantil, houve um acidente, na quinta-feira, 02/05, com uma das crianças assistidas, de apenas 4 anos de idade, provocando grave corte na testa, necessitando passar por cuidados médicos no Hospital Geral Prado Valadares e segundo os pais da criança, tendo que ficar internado na UTI, passando por exames de tomografia computadorizada, sob suspeita de perfuração na parte frontal do crânio, suspeita descartada pelos médicos após análises das imagens do exame de alta complexidade, apesar da profundidade do corte.

Corte profundo lesionou o aluno

Diante desse ocorrido, a Secretaria de Educação do município divulgou o que poderia se chamar de NOTA PÚBLICA, no mínimo vexatória, onde imputa a culpa pelo acidente à criança laudada com Transtorno do Espectro Autista, TEA, ainda afirmando na NOTA que a criança, “com Grau Severo de Autismo, provocou um acidente e machucou-se”, diz um trecho da Nota.

A Nota segue afirmando que a criança, “com grande dificuldade de contatos, interação social e inflexibilidade de comportamento, sendo o mesmo não verbal, e acompanhado por uma cuidadora e mesmo assim se desvencilhou da cuidadora e se chocou contra o gradil de proteção, sofrendo um corte na testa”.

A NOTA, duramente repudiada por profissionais que atuam na área da Educação Especial, na perspectiva inclusiva, foi publicada com o propósito de tentar exclusivamente proteger a Secretaria de Educação das suas notórias responsabilidades, afirmando que o município tem “investido na Educação Especial implantando salas de AEE em diversas escolas municipais e ainda reforça a manutenção do núcleo denominado CAMPE – Centro de Apoio Multidisciplinar à Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais”, quando na verdade todos sabem que o CAMPE há muito tempo não recebe investimentos que realmente necessita para realizar suas importantes atividades de assitência aos alunos do Sistema Municipal de Ensino.

Por fim, deixo com vocês alguns questionamentos: A Prefeitura de Jequié realmente vem efetivando constantes investimentos na educação do município, principalmente na Educação Especial na perspectiva inclusiva?

Os pais de alunos do Sistema Municipal de Ensino, de fato, conhecem esses espaços?

A Secretaria de Educação tem oportunizado formação continuada de qualidade, estrutura física e pedagógica para que suas escolas sejam inclusivas no verdadeiro sentido da palavra?

Temos muito o que falar sobre isso, não é mesmo?

FONTE/CRÉDITOS: Emanoel Andrade
Comentários:
Emanoel Andrade

Publicado por:

Emanoel Andrade

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