Os dados divulgados pelo Governo Federal relativos à geração de emprego em Jequié no mês de junho revelam um cenário preocupante para quem busca oportunidades de se inserir no mercado de trabalho. A prefeitura chegou a anunciar 3.250 novos postos de trabalho durante o mês de junho com a realização da festa de São João, mas o governo federal, por meio do Caged, apontou apenas 20 novos postos de trabalho com carteira assinada nesse período.
Diante dessa situação, trabalhadores têm buscado alternativas para manter o sustento da família através do mercado ambulante, onde comercializam uma infinidade de produtos que vão desde tempero verde até frutas, verduras, lanches e artigos para o lar.
Entretanto, esses trabalhadores informais passaram a encontrar resistência por parte da secretaria de serviços públicos da Prefeitura de Jequié, que passou a inspecionar o centro comercial, na caça aos informais.
O caso mais grave entre dezenas de outras ocorrências aconteceu no Centro de Abastecimento de Jequié, CEAVIG, onde um vendedor ambulante foi preso por comercializar produtos sem autorização da prefeitura. O trabalhador foi conduzido à Delegacia de Polícia, depois da ação da Guarda Municipal, que solicitou reforço da Polícia Militar.
Indignados com a cena, populares creditaram a responsabilidade do fato ao prefeito Zé Cocá (PP), como perseguição a quem procura emprego, não encontra, mas precisa gerar renda para manter a sua família.
“Pai de família apanhando na cara, no mercadão Vicente Grilo. Apanhando na cara e agora sendo preso. Uma vergonha para você, Zé Cocá”, disse um dos protestantes durante a confusão formada no Centro de Abastecimento de Jequié.