Uma acusação de obstrução da justiça está sendo apresentada à Polícia Federal, ao Juiz da 22ª Vara Federal de Salvador, à Justiça da Comarca de Jequié e à Direção do Conjunto Penal de Jequié, pelo advogado que representa a suspeita na operação Overclean, realizada ontem em Jequié, Kaliane Lomanto Bastos.
De acordo com Dr. Walmiral Marinho,advogado de defesa de Kaliane, um indivíduo, possivelmente um advogado, esteve no Conjunto Penal de Jequié na manhã de hoje, antes das 8h, e apresentou um documento cujo conteúdo é desconhecido por Kaliane, entregando-o a um agente que coletou sua assinatura e posteriormente retornou devolvendo o documento ao portador, sem oferecer uma cópia a ela.
O advogado expressou sua surpresa em relação ao incidente, uma vez que se trata de uma instalação penal de alta segurança, que por regimento, tem o dever de registar e documentar no livro de ocorrência pelo setor de vigilância do Conjunto Penal de Jequié. Marinho já requisitou as gravações do sistema de monitoramento da cadeia para descobrir a identidade da pessoa que esteve com sua cliente e conseguiu fazê-la assinar um documento sem que ele tivesse conhecimento.
Marinho completa ainda que na manhã de hoje (11/12), às 9h30, durante uma visita a Kaliane, ela questionou o Dr. Walmiral Marinho sobre um suposto documento que ele teria enviado logo cedo para que ela assinasse. Após a confirmação negativa do seu defensor, Kaliane expressou estar muito abalada emocionalmente e mencionou que sofre de Lúpus, uma condição inflamatória de origem autoimune e que aliado a isso, por estar detida, com psicológico bastante abalado, ela assinou o documento, confiando e acreditando que realmente havia sido enviado por seu advogado.