DOR SEM DIMENSÃO
Chega a ser imensurável o sentimento daqueles que batem diariamente às portas das unidades de saúde do município de Jequié, em busca dos serviços básicos, e não são atendidos. Não dá para imaginar a tristeza decorrente da peregrinação dos usuários DO SUS que buscam por uma simples consulta médica ou um exame de imagem, e não são atendidos, sendo obrigados a voltar para casa decepcionados, desanimados, sem esperança de cura e acompanhados pela dor que não cessa.
São relatos diários transmitidos pelas emissoras de rádio e pelas redes sociais, como um grito de socorro no deserto, vindo da alma daqueles que já não aguentam mais tanto sofrimento, tamanho desprezo e desrespeito do poder público, que colapsa a saúde municipal por falta de planejamento e vontade própria para estabelecer nas metas de trabalho da gestão municipal, o que realmente deve ser prioridade de governo.
A agonia dessa gente encontra uma luz de esperança com a chegada das Feiras de Saúde em seus bairros, realizada por meio da Santa Casa de Misericórdia de Jequié, que coloca na linha de frente para suprir a demanda reprimida em saúde básica, um exército formado por profissionais de saúde e equipamentos avançados para o diagnóstico preciso e necessário para a identificação e a busca da cura da enfermidade.
Foram mais de 8 mil pessoas atendidas durante a realização das Feiras de Saúde em 8 bairros populosos de Jequié, com atendimento em diversas especialidades como consultas em Clínica Geral, Ginecologia, Cardiologia, Odontologia, Pediatria, além de exames Ultrassom, Raio X, Mamografia e Preventivo.
Curral Novo, Vila Vitória, Urbis I, Baixa do Bonfim, Mandacaru, KM 03 e Barro Preto foram bairros de Jequié atendidos pelas Feiras de Saúde, formando o raio de atuação direta da Santa Casa de Jequié, numa maratona marcada pelo acolhimento, pela humanização, pelo resgate da dignidade humana e do respeito à aqueles que buscam a prevenção e a superação dos seus problemas de saúde.
Sem dúvidas, as Feiras de Saúde da Santa Casa de Jequié são um diferencial de vida, que só quem é acolhido sabe o valor que elas têm.
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