Cerca de 30 artistas LGBTs que se apresentaram durante a parada LGBTQIA+ de Jequié, que ocorreu no dia 21 de setembro, na Praça Rui Barbosa, estão reclamando da falta de atenção da prefeitura de Jequié, que ainda não pagou os cachês contratados. O evento, que contou com o apoio da prefeitura, é garantido pela Lei nº 2.163/2021, que instituiu o Dia Municipal de Luta contra a LGBTfobia.
Para agravar ainda mais a situação considerada desrespeitosa pela comunidade LGBTQIA+ de Jequié, vários outros artistas que também se apresentaram durante a realização da festa de São João de Jequié, em quadrilhas ou como bailarinos de bandas, até hoje não receberam os cachês. São quase 5 meses de espera, o que, para esses trabalhadores que vivem disso, é muito chato e constrangedor.
Outra reclamação é relacionada aos povos de matriz africana. Após uma reunião realizada no gabinete do prefeito, ocasião em que o prefeito garantiu atenção diferenciada à comunidade africana, todos se animaram com o tratamento dispensado pelo executivo municipal.
Ocorre que, durante a realização do VIII Encontro dos Povos e Comunidades de Terreiro e o I Jequizumba, que integrou a programação do Mês da Consciência Negra e a XXI Semana de Educação da Pertença Afro-brasileira, várias reclamações foram feitas em razão da mudança de local do evento, que antes seria na Câmara de Vereadores, depois transferido para a Praça Rui Barbosa e acabou por ser realizado no Sindicato dos Bancários de Jequié, distante da visibilidade social que o evento merecia, e ainda sem qualquer atração cultural afro, sem falar da liderança do projeto, que segundo algumas opiniões da comunidade, não tem relação com o povo de fé.
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