E AGORA JOSÉ? A FESTA ACABOU. O DINHEIRO ENCURTOU!
Acabamos de sair da festa de São João 2025, com gastos que devem chegar à cifra de R$ 15 milhões. O valor gasto foi ostentado pelo prefeito como investimentos para atrair investimentos. É aquela coisa, vamos contar para todos que estamos bem e preparados para enfrentar qualquer dificuldade.
Mas, aí vem a violência e joga uma bucha de água gelada na propaganda do São João. Somam-se a isso as dificuldades orçamentárias, normais para o período pós-emendas pix, que abarrotaram os cofres da prefeitura. Inclusive, há uma premiação atrativa na banca de apostas da Praça Rui Barbosa para quem acertar quanto Jequié recebeu de emendas. Difícil vai ser comparar o palpite com a realidade, já que o prefeito nunca teve a vontade de contar para a população. Mas as apostas poderão ser conferidas numa possível lista da Overclean, que deverá sair em muito breve.
NADA DE GUERRA DE FACÇÃO COM EXPLICAÇÃO. O QUE DEVE IMPORTAR É QUE NOSSOS JOVENS ESTÃO MORRENDO.
Voltando ao quesito violência urbana, não adianta querer desviar a lógica da razão, se nutrindo da emoção, da desculpa que as mortes são decorretes de disputas entre facções, como consolo diante do escandaloso dado que declara Jequié a segunda cidade mais violenta do Brasil. Não importa a origem, o dever do Estado é proteger a vida e combater a criminalidade.
Jequié saltou de 3o para o 2o lugar, com taxa de mortalidade de 77,6 por 100 mil habitantes. Embora tenha apresentado uma redução de 2,2% no número de mortes violentas intencionais entre 2023 e 2024, passando de 134 para 131 vítimas, a cidade permanece como uma das mais violentas do país.
E vai ficar assim mesmo? Sem ninguém tomar uma atitude? Será que deram uma baforada de marijuana lá de cima da Torre do Tononho, que cobriu toda a cidade e a galera toda está numa análise? Tá todo mundo de braços cruzados. Até as entidades sumiram, não para receber subvenções da prefeitura, o dinheiro público.
QUEM QUER INVESTIR NA FAIXA DE GAZA?
Esses números e o título nacional de segunda cidade mais violenta afastam investimentos não só na ordem econômica, como também educacional. Qual é a empresa que tem interesse em investir na 2ª cidade mais violenta do Brasil? Você investiria? Abriria uma empresa onde seus funcionários estão expostos a uma taxa de mortalidade de 77,6 por cada 100 mil habitantes da cidade?
E não adianta alegar e querer enganar que os números são originários dos confrontos nas disputas do tráfico de entorpecentes. O que tem que ser aceito, conscientizado e enfrentado como desafio que aguarda providências urgentes é que são os jovens jequieenses que estão morrendo, não importa como, quando a missão é proteger e salvar vidas.
DEUS ME LIVRE DE CRUZAR OS BRAÇOS
Ficar nessa história de pracinha e asfalto não definirá o futuro da cidade, não preservará a mão de obra intelectual e operária necessária para mover a economia impulsionada pela possível chegada de indústrias a Jequié. Ficar de braços cruzados é uma fria. Falando em frio, alguém viu o pessoal do social fazendo alguma campanha de enfrentamento ao frio, o carrasco de quem mora na rua?
No inverno, a temperatura baixa aumenta o risco de morte, ainda mais se a alimentação for precária. Falando em comida, o restaurante popular foi sepultado mesmo?