O que mais nos choca dessa ópera bufa é a politicagem, emboladeira que nos faz sentir verdadeiros imbecis. O Zé, tão quase aos prantos, em defesa das criancinhas abastadas do camarote segregacionista, chorosas com a Xuxinha Costella que, segundo o rei do milhão do arraiá reborn, deu um chega prá lá na meninada.
O que ele, o Sagaz Zé esqueceu é que ele mesmo deu um sonoro golpe no futuro das crianças jequieenses quando resolveu vender o patrimônio pertencente a elas: caso fosse requalificada, a moderna biblioteca (com computadores, área para exposições, eventos literários, cursos profissionalizantes, e espaço adequado para livros, óbvio), seria um verdadeiro e inquestionável presente para o futuro da nossa juventude.
A atitude da Xuxinha Costella não significa nada diante do impacto da venda do espaço que albergava a biblioteca (bem como o Teatro Municipal de portas fechadas, a Casa da Cultura sem atividades, a Casa da Música no chão e a própria sede da Secretaria de Cultura e Turismo em ruinas)... e a embolada virou mesmo um ato ridículo, politiqueiro, inconsequente e desnecessário.
Agora, só resta aos mais velhos a lembrança do vozeirão de Chico Alves cantando: "Criança feliz, que vive a cantar, alegre a embalar seu sonho infantil. Oh! meu bom Jesus que a todos conduz, "salvai" as crianças do nosso Brasil" ... das Xuxinhas da moda e dos arraiás reborns de prefeitos que vendem o futuro do país aos insaciáveis interesses econômicos.
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