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Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2025

Bahia/ESPECIAL

UM ANO APÓS ENCHENTE NO RS, VEJA COMO ESTÃO LUGARES ATINGIDOS PELA INUNDAÇÃO

Águas invadiram ruas, casas e comércios, e provocaram mudanças na paisagem de pontos turísticos. Tragédia climática deixou 184 mortos, além de 25 desaparecidos, conforme a Defesa Civil do estado.

UM ANO APÓS ENCHENTE NO RS, VEJA COMO ESTÃO LUGARES ATINGIDOS PELA INUNDAÇÃO
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Reportagem: G1/RBS

Um ano depois da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, o g1 e o cinegrafista Aryel Martins, da RBS TV, revisitaram, em imagens, locais emblemáticos atingidos pelas inundações. As águas invadiram ruas, casas e comércios, e provocaram mudanças na paisagem de pontos turísticos.

O nível do Guaíba, em Porto Alegre, chegou a 5,37 metros durante o desastre, de acordo com estimativa do Serviço Geológico do Brasil (SGB). A cota foi alcançada em 5 de maio de 2024, no Cais Mauá, e é a mais alta já verificada.

As inundações causaram transtornos e interromperam as operações no Aeroporto Internacional Salgado Filho, Estação Rodoviária e Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb). A retomada e normalização dos serviços levou tempo e exigiu esforços e investimentos.
 
Pontos turísticos, como o Laçador e a Praça da Alfândega, foram afetados. O Mercado Público e os estádios Beira-Rio, do Inter, e Arena, do Grêmio, registraram alagamentos severos.

🗓️ O Rio Grande do Sul foi atingido por uma enchente histórica em maio de 2024, que provocou danos em quase todos os municípios, devastou cidades principalmente na Região Metropolitana e Vale do Taquari, retirou milhares de casa e deixou 184 mortos, além de 25 desaparecidos. De todo o país, voluntários e doadores se mobilizaram para prestar ajuda aos atingidos.

Um ano após a tragédia, a RBS TV apresenta o RBS.Doc. A reportagem conversou com pessoas afetadas, voluntários, moradores que perderam tudo e familiares de vítimas. Nos locais atingidos, encontrou exemplos de solidariedade e união, que fizeram com que o estado se reerguesse após a devastação.

Aeroporto Salgado Filho

Foto: Reprodução/TV Globo — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

 O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, voltou a operar 24 horas por dia a partir de 16 de dezembro, mais de sete meses após o fechamento do terminal, em maio, devido à enchente que alagou o térreo e submergiu grande parte da pista.

Em 18 de outubro, o governo realizou um evento que marcou a reabertura simbólica do aeroporto. Três dias depois, pousou o primeiro voo comercial no Salgado Filho. A pista de 3,2 mil metros está totalmente liberada e com operação plena.

Arena do Grêmio

Foto 1: André Ávila/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

O Grêmio voltou a receber jogos na Arena em 1º de setembro. O estádio ficou mais de 130 dias fechado, em razão da enchente. Quase dois meses depois, em 26 de outubro, o local voltou a operar em sua capacidade total e com todos os serviços normalizados.

Beira-Rio 

Foto 1: Divulgação/Sport Club Internacional — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

Beira-Rio retomou as atividades em 7 de julho. Foram cerca de 70 dias longe do estádio até a partida contra o Vasco da Gama, pelo Campeonato Brasileiro.  O gramado ficou três semanas submerso. O nível da água chegou a 80cm e alcançou a segunda fileira das arquibancadas. As inundações atingiram também a sala de imprensa, os vestiários e parte do museu, segundo a direção do clube.

Bota-espera do Sarandi

Foto 1: Reprodução/ RBS TV — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

Com o recuo das águas do Guaíba, a cidade enfrentou um cenário de resíduos espalhados pelas ruas. Os bota-espera são espaços próximos às regiões inundadas definidos pela prefeitura para armazenar o lixo até o encaminhamento definitivo para um aterro.

Após a enchente, nove pontos da cidade chegaram a ter bota-espera. O do Sarandi, na Zona Norte, foi encerrado no último sábado (26). De acordo com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), foram retiradas 65,6 toneladas de resíduos.

Cais Mauá 

 Foto 1: André Ávila/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

 Na região do Cais Mauá, que abriga armazéns e docas do antigo porto no Centro Histórico de Porto Alegre, estava instalada uma régua utilizada para medição do nível do Guaíba que ficou danificada com a enchente.

Durante o período de indisponibilidade do equipamento, as aferições foram conduzidas a partir de uma estrutura montada na Usina do Gasômetro, mantida sob responsabilidade do Serviço Geológico Brasileiro (SGB). Uma nova régua foi instalada na região e está em pleno funcionamento desde novembro, conforme a Secretaria do Meio Ambiente (Sema).

Casa de Cultura Mario Quintana

 

 Foto 1: André Ávila/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

 A Casa de Cultura Mario Quintana reabriu as portas ao público no dia 13 de agosto, após quase quatro meses fechada devido à enchente que atingiu o RS. A instituição costumava receber cerca de 30 mil visitantes mensais antes das inundações.

A cerimônia de reabertura contou com a inauguração da mostra especial do fotógrafo sul-africano Gideon Mendel, chamada Reflexos da Emergência. O artista é conhecido por suas fotografias de desastres climáticos e ele esteve em Porto Alegre para registrar a tragédia.

Corredor Humanitário

 

Foto 1: Leo Bartz/RBS TV — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

Em 10 de maio, a Prefeitura de Porto Alegre construiu uma travessia provisória, chamada "corredor humanitário", para a chegada de caminhões, veículos de emergência e donativos para atingidos pela enchente.

O acesso de 400 metros está localizado entre a Rua da Conceição e a Avenida Castelo Branco, ao lado da Rodoviária de Porto Alegre. O trecho liga a área central da cidade pelo Túnel da Conceição.

Na sexta-feira (25), o Executivo municipal lançou uma seleção pública para reforma do corredor humanitário. O edital contempla pavimentação, readequação de meio-fio e calçadas, proteção e contenção dos taludes, além de drenagem da via.

Estação do Trensurb

Foto 1: Jefferson Botega/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

 Estações da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) alagaram durante as enchentes, prejudicando a conexão via trem entre as cidades durante meses.

No dia 20 de setembro, os trens da Região Metropolitana voltaram a chegar a Porto Alegre depois de quatro meses. A reabertura das últimas estações ocorreu dia 24 de dezembro. 

Estátua do Laçador 

Foto 1: Camila Hermes/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

 Um dos mais tradicionais cartões-postais de Porto Alegre também ficou ilhado. O entorno da estátua do Laçador, na Zona Norte, ficou tomado pela inundação decorrente dos temporais.

O Laçador tem 4,45 metros de altura, pesa 3,8 toneladas e possui um pedestal de granito de 2,10 metros de altura. O monumento histórico fica na Avenida dos Estados, nas proximidades do Aeroporto Internacional Salgado Filho. 

Ginásio Gigantinho

Foto 1: Kathlyn Moreira/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

O alagamento da Avenida Padre Cacique e da Rua Nestor Ludwig alcançou os arredores do Beira-Rio, como o ginásio Gigantinho. O local serviu como ponto de recebimento de doações durante as enchentes.

Em novembro, o Inter anunciou um plano para a reforma do ginásio. As obras devem ser concluída até o fim de 2026.

O Gigantinho foi inaugurado na década de 1970 e recebeu nomes históricos da música e do esporte ao longo das últimas décadas. 

Mercado Público

 

Foto 1: Giulian Serafim/PMPA — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

 Localizado no Centro Histórico, o Mercado Público reabriu em 14 de junho, cerca de 40 dias após fechar. No primeiro momento, restaurantes do segundo piso e lojas com acesso direto para a rua voltaram a operar. Em setembro, o interior do prédio fez parte do percurso da Maratona Internacional de Porto Alegre.

Desde 16 de março, o Mercado Público está aberto também aos domingos para o público frequentar. As bancas funcionam entre 8h e 13h, e os restaurantes ficam abertos das 9h às 15h, com autorização para estender o horário conforme a procura.

Orla do Guaíba

 

Foto 1: Mateus Bruxel/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

 A elevação do nível do Guaíba atingiu um dos principais pontos turísticos da Zona Sul. As águas avançaram e invadiram a região da Orla.

A inundação afetou as quadras esportivas, a pista de skate e a passarela. O restaurante flutuante, que fica sobre o Guaíba, também foi atingido e voltou a operar após cerca de um mês de suspensão das atividades.

Praça da Alfândega

Foto: Camila Hermes/Agência RBS e Jeferson Ageitos/RBS TV

Praça da Alfândega, um dos símbolos do Centro Histórico de Porto Alegre, sofreu com os estragos causados pela enchente. Após o Guaíba recuar, foi possível ver lixo e lodo espalhados pelo chão, bancos, estátuas e vegetação.

Em novembro, a praça recebeu a tradicional Feira do Livro. A 70ª edição do evento terminou com aumento no número de vendas. Foram 241,2 mil obras comercializadas em 20 dias — um crescimento de 14% em relação ao ano anterior.

Rodoviária

 
Foto 1: Reprodução/RBS TV — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV
  A Estação Rodoviária de Porto Alegre retomou as operações em junho, depois de um mês fechada em razão das cheias. Para não interromper as viagens, foi montada uma estrutura provisória em um terminal de ônibus urbanos localizado entre as avenidas Antônio de Carvalho e Bento Gonçalves, na Zona Leste.
Em julho, a estação voltou a funcionar normalmente, com viagens diurnas e noturnas. No mesmo período, algumas lojas e lanchonetes reabriram ao público. 

4º Distrito

 Foto 1: Divulgação — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

A região conhecida como 4º Distrito, que engloba bairros da Zona Norte, foi severamente atingida pelas inundações. A área abriga um antigo polo industrial de Porto Alegre e há cerca de cinco anos passou por uma revitalização, com a abertura de cervejarias, bares e restaurantes.

O Instituto Caldeira, localizado no bairro Navegantes e considerado um dos maiores espaços de inovação da capital, teve as dependências completamente alagadas. As atividades no local foram retomadas após quase 40 dias. 

Bairro Mathias Velho

 

Foto 1: Reuters/Amanda Perobelli — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

 O município de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, está entre os mais afetados pela enchente. Imagens de satélite mostram um mar de lama onde antes se podia ver um hospital, escolas, praças, igrejas, além das casas.

A tragédia deixou um rastro de destruição e prejudicou 44% da população, segundo a prefeitura. O bairro Mathias Velho, onde o cavalo Caramelo foi resgatado de cima de um telhado, levou um mês até ficar seco.
 
FONTE/CRÉDITOS: Tv Jequié
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