Entre todos os papos de Zé Cocá (PP), o de discutir a região e querer o aeroporto em Entroncamento de Jaguaquara, tirando-o de Jequié, por exemplo, nada mais é que querer assumir a imagem de liderança política regional sobre os prefeitos dependentes e sem caminhos próprios.
Enquanto chuvas torrenciais caem diariamente em Jequié, alagam ruas, derrubam casas e o povo perde móveis, eletrodomésticos e alimentos, Zé Cocá passeia garbosamente pela capital baiana fazendo política narcisista partidária para ele mesmo.
Parecendo escantear o PT mais uma vez, ou não, Zé Cocá, em casa, aparece ao lado de Bruno Reis (UB), prefeito de Salvador, após dizer que o governo da Bahia não cumpriu com as promessas, tirando dele o discurso. Mas, qual discurso que ele precisa se não é candidato a nada? Salvo se o Deputado Federal Leur Lomanto (UB) topasse a proposta de Cocá em ser vice de ACM Neto, deixando a brecha para ele sair como deputado federal. Sabiamente, Leur pulou o laço.
Quando Zé Cocá afirmou que não sairá do PP – Partido Progressista, aliado do União Brasil, nacionalmente, alimentou as chances de ser o vice de ACM Neto, possivelmente acenando para o PT com um “boa sorte”, “obrigado pela estadia”.
Possivelmente, enquanto o PT gastou energia, acreditou na parceria, cometeu o erro de deixar seus fiéis escudeiros soltos (estaduais e federais), desassistidos, sem a devida atenção, aqueles que muito ajudou a elegê-lo, Zé Cocá constrói pontes que possam levá-lo à vice-governadoria do Estado.
Quem perde com isso? Muitos, principalmente o povo de Jequié, que, com a saída de Zé Cocá da prefeitura, será governado por um prefeito desconhecido, inexperiente, pouco cortês, um parente que caiu de paraquedas na cadeira do executivo.
Se agora, o povo de Jequié está reclamando tanto do desleixo de Zé Cocá com a limpeza pública, a saúde, a educação, as obras, o cuidado com a cidade, imagina quando ele deixar a prefeitura e começar a fazer campanha pela Bahia e deixar um incomunicável no seu lugar?
Mas, essa é a roda-viva da política. Primeiro foi a Direita (1ª eleição), depois o PT (após eleito), depois a Direita novamente quando se reaproximou do PT, agora possivelmente o PT novamente e mais tarde, possivelmente o povo de Jequié, já que na campanha de reeleição prometeu de pés justos, que cumpriria seu mandato de 4 anos, “por amor a Jequié”.
Amor de Mariposa que esquece que um dia foi lagarta, que um dia se arrastou e a natureza lhe deu assas...nem sempre o voo é em direção contrária ao fogo na floresta.