ENTREVISTA CONCEDIDA À RÁDIO CIDADE SOL FM
A Superintendente Municipal de Trânsito de Jequié, Karla Geambastiane, foi à emissora de rádio local pedir à população que não use o transporte alternativo de passageiros como meio de locomoção urbana, por ser uma modalidade clandestina e que opera na ilegalidade. Hoje, já existe uma empresa de ônibus coletivo, licenciado pela prefeitura e que opera de forma legal no município.
Carla também afirmou que as blitz realizadas pela Sumtran, com o objetivo de combater o transporte ilegal de passageiros no município de Jequié, irão continuar com todo rigor necessário para combater a ilegalidade.
O transporte alternativo de passageiros em Jequié já funciona há alguns anos no município, principalmente quando a empresa Rio de Contas, permissionária do serviço de Transporte Coletivo em Jequié, deixou de operar, alegando razões econômicas. Para suprir essa demanda, o transporte alternativo passou a ser a única opção de locomoção para os usuários do sistema de transporte municipal.
Para Edmilson Miranda, representante dos motoristas do Transporte Alternativo, há distorções nos entendimentos do órgão de trânsito responsável pela fiscalização do transporte de passageiros no município.
“Nós fomos traídos pelo prefeito. Fomos enganados, ludibriados e usados para fins eleitorais. No período eleitoral, para ganhar a confiança dos nossos cooperados, o prefeito de Jequié, Zé Cocá, se reuniu com a gente várias vezes, falou para a gente regularizar toda a documentação da empresa e dos cooperados, onde tomamos dinheiro emprestado e usamos os limites de vários cartões de crédito para colocar tudo em dia. Foi feita as vistorias em todos nossos veículos e a gente passou a trabalhar de maneira normal, sem perseguição. Passada a política, depois de eles terem alcançado seus objetivos políticos, elegendo seus candidatos, hoje somos considerados infratores, ilegais, clandestinos”, relatou Edmilson.
Com relação às fiscalizações que a categoria vem sofrendo, Edmilson acrescentou que “tem veículos dos nossos cooperados, que já tem mais de R$ 20 mil reais de multas, além de várias pontuações na Carteira de Habilitação, justamente por essa perseguição da prefeitura. "A Sumtran teve vários entendimentos com a gente. E se a gente rodou por todo esse período, foi sob a orientação deles. São dezenas de pais de famílias que estão desesperados com essa situação. Tem que haver uma solução para a gente. O que não podemos é sermos usados e ainda ficarmos no prejuízo”, ressaltou Edmilson Miranda, afirmando que a cooperativa já acionou a justiça e aguarda decisões judiciais.