A greve dos servidores efetivos de Jequié chega a 13 dias sem avanços nas tratativas para resolução das demandas da categoria. Diferentemente do que aconteceu com os professores, em que o prefeito abriu mesa de negociações no 3º dia do movimento, os servidores efetivos do município não foram recebidos pelo prefeito Zé Cocá (PP).
De acordo com Venícius Lucena, presidente do SINSERV, a sociedade ainda não percebeu os prejuízos nos serviços públicos, visto que os setores municipais contam com muitos servidores temporários ou comissionados. Entretanto, setores como o de infraestrutura e serviços públicos, já sentem os efeitos do movimento. Como exemplo, obras estão paradas no município em razão dos servidores efetivos que estão à frente de diversas intervenções nas áreas de infraestrutura e serviços públicos, aderiram ao movimento paredista.
Os servidores pedem o reajuste nos vencimentos que tem déficit de 38% acumulado nos últimos 5 anos. Entretanto, o prefeito Zé Cocá, ofertou apenas 4% para a classe, o que foi rejeitado inclusive pela Câmara de Vereadores e pelos servidores, que se colocaram a disposição para negociar com o prefeito, no sentido de pôr fim ao movimento paredista.
“A greve é o instrumento de última instância da classe. Em diversos momentos tentamos dialogar com o executivo, mas não obtivemos êxito. Tudo o que pedimos é que o prefeito sente e escute a classe, não precisa ter resistência ao trabalhador, pois somos nós que fazemos a cidade avançar. É o nosso trabalho que reforma praças, atende nas unidades de saúde, faz a limpeza pública da cidade, atende os contribuintes e presta relevantes serviços à comunidade. Prefeito, sente, dialogue, resolva a situação do trabalhador, assim como foi com a classe docente, dialogue com a categoria” pontua Venícius Lucena.
Na terça-feira, 26/09, aconteceu mais uma manifestação em frente a sede provisória da Prefeitura Municipal. Os manifestantes pediam que o gestor atendesse a categoria e abrisse a mesa de negociação. Sob o sol escaldante, eles entoaram palavras de ordem e foram recepcionados pelo Procurador Geral do município, mas não houve qualquer indicativo de avanço ou abertura do diálogo com o executivo municipal.