A festa de São João de Jequié, um evento polêmico e muito comentado nas redes sociais, encerra a temporada de 2023, com opiniões favoráveis e contrarias a realização do evento.
Sem dúvidas foi uma grande festa que reuniu pessoas de toda região, muita animada e participativa. Chamou a atenção a superestrutura montada pela prefeitura de Jequié para o evento. Segundo o prefeito Zé Cocá (PP), mais de 50 mil pessoas vieram para Jequié viver as alegrias do São João 2023 e que isto movimentaria a economia da cidade com faturamento para o comércio e os serviços.
Na matéria de encerramento do São João de Jequié, de acordo com a Secretaria de Cultura e Turismo, cerca de 250 mil pessoas passaram pelos três circuitos do São João, durante os 12 dias de programação, iniciada em 14 de junho, público médio de 20 mil pessoas. Para a prefeitura o saldo da festa foi positivo. Mas, como toda festa grande, existem sempre reclamações por parte daqueles que participaram do evento. Apesar de transcorrer tudo dentro da normalidade prevista, o evento logrou êxito mesmo diante dos pontos negativos, que servem como experiências para o próximo São João de Jequié. Eis as principais queixas do público:
ARTISTAS FICARAM DE FORA
Vários artistas locais reclamaram dos valores oferecidos pela prefeitura de Jequié nas apresentações musicais para a Vila Junina, além de cortes radicais em nome expressivos da cultura local que tiveram de alçar voos para ganhar seu cachê em outros municípios. Segundo a classe, quem selecionou as atrações não é de Jequié e pouco conhece do potencial dos artistas da terra.
CONTRATAÇÕES EXORBITANTES
Foram muitas as manifestações contrárias às contratações realizadas pela prefeitura de Jequié para o São João 2023. A começar pelo cachê de Wesley Safadão, no valor de R$ 700.000,00 para um município ainda em Situação de Emergência, conforme Decreto Municipal, e sem condições, segundo o prefeito, de cumprir com a Lei Nacional que estabelece o Piso do Magistério, de contemplar os mais de 150 servidores que já deram entrada no pedido de aposentadoria e de fazer o devido repasse das perdas para os servidores municipais de diversos setores, entre outras dificuldades cotidianamente expressadas pelo prefeito em entrevistas de rádio.
ESPAÇO DA FESTA
Em reunião com representantes de empresários, a prefeitura demonstrou interesse em realizar a festa de São João no Parque de Exposições de Jequié, sendo inclusive usados dados e fotos aéreas feitas durante o show de Gustavo Lima, e posteriormente construído um projeto básico e apresentado a CDL e ACIJ, sendo que as entidades deram preferência à festa no centro da cidade, na praça da bandeira, com receio de refletor negativamente na movimentação para o comércio caso fosse realizada no Parque de Exposição.
CAMAROTE
O resultado foi o obtido. Faltou espaço para mais público especialmente no dia 23, sendo impedidos de entrar no circuito da festa, milhares de pessoas e até mesmo aquelas que compraram ingresso para o camarote prime 33, do São João, ao preço de R$ 800,00. Aliás, o Camarote, além de ocupar boa parte privilegiada da praça, não escapou das críticas dos forrozeiros e forrozeiras que o denominou como imoral a venda de espaço público, mesmo tendo a prefeitura vendido o espaço por R$ 80.000,00 para a empresa Vidal Produções.
LOJISTA NA BRONCA
O último dia de festa trouxe para os lojistas do entorno da Praça da Bandeira, Alves Pereira, Colombo de Novaes, Barbosa de Souza, Franz Gedeon, Felix Gaspar, Mercado Municipal e Praça Rui Barbosa, o que já esperava. Mesmo com a distribuição de sanitários químicos no circuito da festa, o interior das lojas amanheceu com grande quantidade de urina e foi preciso o lojista e seus funcionários, procederem a limpeza.
TROCA DE BANDAS
De uma atração para a outra, o público teve que esperar por mais de 1 hora para a show recomeçar. Além de reclamações, muitos se deslocaram para a Praça Rui Barbosa, para a Vila Junina e, em vários casos, foram impedidos de entrar no circuito da praça da Bandeira por estar lotado.
FALHAS NO SOM
Uma das maiores atrações da festa, Chambinho do Acordeom precisou passear no meio do público afim de entreter até que fosse resolvido os problemas nos equipamentos de som, que ocorreu outras vezes.
TRANSMISSÃO AO VIVO
Quem fez a opção de ficar em casa e assistir aos shows através da transmissão ao Vivo realizada pela prefeitura de Jequié, enfrentou alguns problemas técnicos básicos. Na era digital da imagem 4k, a resolução do vídeo transmitido pela prefeitura estava abaixo de FullHd 1920x1080, aproximadamente 720 pixels. Além disso, houve atraso no áudio, chamado delay, o que gerou desconforto visual e auditivo.
VENDA DE BARRACAS
Ainda não há um levantamento por parte da Secretaria de Desenvolvimento Econômico quanto ao impacto positivo para quem comprou espaço para trabalhar no São João de Jequié. O que houve bastante foi as inúmeras reclamações dos barraqueiros com relação ao tamanho disponibilizado para cada espaço e o preço cobrado pela prefeitura, considerado fora da realidade e difícil de obter lucro na operação de vendas.