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Quarta-feira, 04 de Novembro 2026
Jequié

PREFEITURAS DEVEM FAZER CORTES PARA FECHAR O ANO

A gestão pública eficiente exige responsabilidade fiscal, cautela e decisões firmes em momentos de instabilidade econômica.

PREFEITURAS DEVEM FAZER CORTES PARA FECHAR O ANO
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A queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) acendeu o sinal de alerta nas prefeituras de todo o país. Com a arrecadação federal em baixa e as despesas em alta, prefeitos enfrentam a necessidade de readequar seus orçamentos para manter a saúde financeira dos municípios e garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.

Medidas de contenção de despesas costumam ser repassadas às secretarias com o objetivo de reduzir gastos considerados não essenciais, como eventos e festividades, diárias e viagens, compras de materiais não urgentes, contratação de consultorias e locação de equipamentos e serviços.

Em relação aos pagamentos, alguns podem ser postergados para o exercício seguinte, desde que a medida não viole contratos nem a legislação vigente. Também é comum um controle mais rigoroso sobre empenhos e liquidações nos últimos meses do ano.

Já os contratos temporários, em muitas prefeituras, são rescindidos ou deixam de ser renovados como forma de reduzir despesas com pessoal, uma das áreas mais fiscalizadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Também pode haver um controle mais rigoroso da folha de pagamento, principalmente quando o município se aproxima do limite legal de gastos com pessoal. Nesses casos, a administração pode ser obrigada a suspender novas contratações, evitar a concessão de reajustes, limitar horas extras e até reduzir cargos comissionados.

Em Jequié, a prefeitura prorrogou o Programa REFIM para contribuintes em débito com o município. A iniciativa busca ampliar a arrecadação por meio da recuperação da dívida ativa, da renegociação de débitos e do incremento das receitas provenientes de tributos como IPTU, ISS e outras fontes municipais.

Além disso, obras e novos projetos podem ser desacelerados ou adiados para evitar a geração de compromissos financeiros sem a devida cobertura orçamentária.

O que deve ser observado nesse processo de ajuste fiscal é se as medidas adotadas para cortar despesas, retirar benefícios, interromper serviços temporariamente, adiar pagamentos e reduzir contratos, sob a justificativa de "fechar as contas do exercício", "manter o equilíbrio fiscal" ou "atender aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal", serão distribuídas de forma equilibrada ou se recairão apenas sobre determinados setores da população.

A gestão pública eficiente exige responsabilidade fiscal, cautela e decisões firmes em momentos de instabilidade econômica. No entanto, também requer transparência e sensibilidade para que o equilíbrio das contas públicas não resulte na redução da qualidade dos serviços prestados à população.

💬 Qual a sua opinião sobre os impactos dessas medidas nos municípios? Deixe seu comentário!

FONTE/CRÉDITOS: TV Jequié

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