Momentos antes da inauguração da reforma da Praça Ademar Vieira, rebatizada como Praça da Bíblia, a prefeitura de Jequié mandou recolher os carrinhos de lanches que estavam próximos a praça. Esses carros já estavam na praça muito antes da reforma e aproveitavam os movimentos esporádicos nos finais de semana para vender água mineral, pipoca e outros lanches.
Para o bem dos vendedores ambulantes, proprietários dos carrinhos, um profissional da área de eventos que estava no local, interveio junto os agentes da prefeitura e colocou os carrinhos no seu caminhão e fez o comunicado através das redes sociais, com a postagem de um vídeo, solicitando que quem soubesse que eram os donos dos carrinhos que pudesse avisá-los e fossem buscar seus equipamentos.
O vídeo viralizado nas redes sociais geraram muitas manifestações de revolta por parte de internautas, que julgaram a atitude da prefeitura como truculenta e desnecessária.

Segundo Wellington Souza, o ex-presidente da Associação dos Camelôs de Jequié, conhecido como Pingo, é uma perseguição que a prefeitura já mantém há anos com todos os trabalhadores da economia informal. Ambulantes, vendedores de frutas, de acarajé, lanches e outros produtos foram e ainda são perseguidos pela fiscalização. Ainda segundo Pingo, o prefeito Zé Cocá (PP) não gosta de trabalhadores da economia informal porque ele não pode cobrar impostos, como alvará e ISS. Pingo acrescente que teve que sair de Jequié para trabalhar em outro estado em razão da perseguição da prefeitura com os trabalhadores da economia informal.
Finalizando, Wellington Souza, ex-presidente da Associação dos Camelôs de Jequié, atribui o aumento da violência no município à falta de políticas públicas que possam gerar emprego e renda para a população.