Os fogos de artifícios fazem parte dos festejos Juninos. E para os comerciantes do ramo, o período esperado o ano inteiro, é um momento único para alavancar as vendas e aumentar o faturamento, com esperanças de recuperar as perdas ocorridas em razão da pandemia da Covid-19, principal motivo de cancelamento de diversas festas juninas no Brasil em 2020 e 2021.
PROIBIÇÃO DE FOGOS DE ESTAMPIDOS
Aliado a essas perdas, os comerciantes vivem apreensivos com o Projeto de Lei do Deputado Estadual Hassan de Zé Cocá (PP), apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia, que poderá proibir a comercialização e soltura de fogos de artificio com estampido, que provocam poluição sonora.
COMÉRCIO DE FOGOS DE JEQUIÉ DESPRESTIGIADO PELA PREFEITURA
Não foram só os artistas de Jequié, que esperaram o ano inteiro as festas juninas para serem prestigiados, que ficaram, muitos deles, de fora da festa. Agora foi a vez de serem janeladas pela prefeitura de Jequié, as empresas que atuam no ramo de comercialização de fogos de artifícios em Jequié. Mesmo sofrendo com a alta dos impostos criados pelo prefeito Zé Cocá (PP) e aprovados pela Câmara de Vereadores de Jequié, especialmente nos alvarás, as empresas jequieenses esperavam participar das disputas na concorrência para a compra de fogos por parte da Prefeitura de Jequié.
AUMENTO DE IMPOSTOS
Um comerciante que preferiu não se identificar, passou para a nossa redação que sua empresa, além de ficar de fora da festa, pagou o alvará desse ano com aumento de aproximandamente 40%, após o projeto de aumento do prefeito Zé Cocá (PP), aprovado pela quase totalidade dos vereadores de Jequié.
ALÉM DA QUEDA, O COIÇE
Além de ter que engoliu garganta abaixo esse aumento expressivo nos impostos e taxas municipais, os comerciantes de fogos ficaram sem nada, aliás, sem ver em forma de prestigio por parte do prefeito de Jequié, a devolução de parte dos seus impostos pagos e dos esforços feitos o ano inteiro para gerar emprego e renda para o município.
É que a prefeitura de Jequié fez, por DISPENSA (modalidade de compra pública que dispensa licitação) a contratação de uma empresa de Vitória da Conquista, pelo valor de R$ 17.430 (dezessete mil, quatrocentos e trinta reais) para fazer a queima de fogos no São João de Jequié, prevista para acontecer nos dias 14, 22, 23, 24 e 25 de junho deste ano.

NA CONTRA MÃO DO QUE DIZ A CDL E A ACIJ
A última entrevista a emissoras de rádio, do presidente da CDL de Jequié, Renan da Guarda, foi notório seu esforço em enaltecer a grandiosidade, diversificação e força do comércio de Jequié, inclusive, chamando a atenção de todos para a importância de o consumidor comprar no comércio de Jequié, fato que sustenta a economia com manutenção de empregos e fortalecimento do lojista local.
Mas como é possível para o lojista local ser forte, entusiasta e esperançoso se depois de uma avassaladora pandemia da Covid-19, seguida de uma enchente que provocou danos históricos também ao comércio, quebrando várias empresas, a prefeitura de Jequié, a mola mestre da economia local, que detém volumosos recursos municipais, dá um exemplo desse?