Ninguém está suportando mais a quantidade de estabelecimentos comerciais que expõem suas mercadorias ou mesas nos passeios públicos em Jequié. É como se o passeio, exclusivo para os pedestres, fosse a extensão do seu estabelecimento comercial.
Como se não bastasse os desníveis entre uma calçada e outra, o pedestre tem que desviar dos obstáculos para seguir sua caminhada de forma segura. Mas, nem sempre é assim. Quantos são obrigados a ir para rua por conta dos passeios e calçadas públicas obstruídas pela falta de cidadania, de respeito e bom senso, e foram atropelados? O comércio de Jequié precisa ser ordenado nesse quesito, também.
Outro inimigo da paz e do descanso são os paredões de som. Construídos para tirar o sossego de quem está até 1 quilômetro de distância, os paredões são verdadeiros sinos do inferno tocando os mais indecentes ritmos de uma nota só, em meio a bebedeira com gritarias e palavrões, enquanto a mulherada empina e abaixa os glúteos, num ensaio de acasalamento induzido pela imoralidade.
E não adianta ligar para a Polícia, que possui outras missões mais importantes em suas agendas. Mesmo assim a Polícia tem feito o seu trabalho em ajudar a combater esses abusos. Ao notarem a presença da viatura, bancam o bom moço, prometem reduzir o volume da montanha de equipamentos, que são aumentados novamente com a saída dos policiais.
O som dos paredões não respeita pessoas acamadas, enlutadas, autistas, idosos e até mesmo hospitais e unidades de repouso. Eles invadem a casa, o comércio, as escolas e balançam pratos e talheres, parece até perfurar os tímpanos.
A QUEM PROCURAR?
Nem precisava ligar para a Polícia ou para a Secretária de Meio Ambiente do Município, se as autoridades responsáveis pela ordem pública cumprissem com suas obrigações. Obrigações que são pagas com o dinheiro do contribuinte, acochado pelas altas dos impostos e taxas da atual gestão.
Chega a ser vergonhoso ocupar a Polícia nos finais de semana para denunciar incômodos gerados pelo som alto dos paredões. A prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Meio Ambiente, tem toda estrutura necessária para combater os abusos praticados. Não a faz por falta de interesse ou competência para enxergar a realidade. É preciso levantar da cadeira e tomar providências urgentes. Fazer parceria com o Ministério Público e promover blitz para advertir os infratores e até mesmo apreender equipamentos usados que ferem a Lei.
Enquanto isso não acontece, a população sofre sem saber a quem recorrer.