Vídeos que estão sendo viralizados nas redes sociais, envolvendo ataques de piranhas a banhistas que frequentam a Prainha de Lomanto, em Jequié, devem despertar a atenção das autoridades que têm a atribuição de preservar a segurança e o bem-estar da população.
No “projeto” Prainha de Lomanto, idealizado pelo prefeito Zé Cocá (PP), foram construídos num área outrora interditada pelo Ministério Público Federal – MPF/BA, duas quadras de areia, sendo uma de futebol e outra de vôlei; um quiosque; um mirante; dois redários, para que os visitantes possam instalar a sua rede enquanto desfrutam do espaço, além de área de lazer. Não há informações de quanto foi gasto na construção desses equipamentos nem processo licitatório para a obra, que deve ter sido executadas pela Secretaria de Infraestrutura.
Já a construção do Píer, foi exeutado pela empresa vencedora da licitação, a PRIMEX BOATS ARTIGOS PLASTICOS LTDA, sediada em Rio Pequeno, São Paulo - SP, pelo valor de R$ 403.800,00 (quatrocentos e três mil e oitocentos reais).
AMEAÇA AO PROJETO
Segundo Marcelo Andrade, professor e pesquisador da Universidade Federal do Maranhão, que estuda tambem sobre ataques de piranhas, afirma que o que acontece é que as piranhas se sentem atraídas por algo que os banhistas trazem e não se dão conta, que são alimentos. Os restos de comida trazidos pelas pessoas caem na água e atraem pequenos peixes e crustáceos, esses sim vistos como refeições pelas piranhas.
A saída seria a instalação de tela de proteção aquática, necessária pela delimitar a área de banho e impedir que as piranhas tenham contato com os banhistas.