Cocá está um pavão de orgulho. Deixa escapar nos seus discursos que é um enviado do Altíssimo para servir e salvar os pobres munícipes.
Nas tramas com o Legislativo, na coletoria (Mt. 9:9)...
Cocá está um pavão de orgulho;
A sua plumagem não é mais a mesma de Três Morros, aquela que tinha cheiro de gasolina de moto e leite de vaca.
Mas assim, como a música de Ednardo: “desmancha isso tudo que não é certo não”
O pavão não perde sua orgulhosa plumagem palaciana.
Mas, o município perde. E fica calado, sem boca e sem zoi.
Lá se foi a Biblioteca Central, o Teatro Municipal, as Árvores da Avenida Santa Luzia (que marcavam o início real da política ambiental em nossa cidade).
O pavão continua desfilando firme e garboso diante da derrubada de majestosa, bela e simbólica Palmeira Imperial da Avenida Castelo Branco, lá no Centro de Abastecimento, na Feira de Jequié.
Lá se foi também a poesia do São João, o pé de serra, a magia e o colorido da maior festa popular do nordeste brasileiro... e se foi... agora é o Breganejo de milhões que saem daqui para serem gastos em outros cantos.
A Câmara, os Órgãos Ambientais, o Ministério Público e a Sociedade Civil Organizada, quando não aplaudem ou dizem amém, em silêncio...
A Cocálândia, com os seus respectivos representantes, ficará calada e, principalmente, inebriada, apalermada, só batendo palmas, sem enxergar o futuro sem arte, sem vida e cheia de impostos para pagar.
E não é que é assim mesmo!
Cocá está um pavão de orgulho. E os Pavões têm histórias.
Benedito Bacurau
-Bené Freire Sena-