Há 4 anos, foi uma festa anunciar o investimento de R$ 20 milhões, com recursos da prefeitura, para a recuperação do Centro de Abastecimento de Jequié. Maior ainda foi a alegria triunfante do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), ao publicar e multiplicar a postagem afirmando ser a maior intervenção da história do CEAVIG.
Passaram-se 4 anos e as obras se arrastaram sem a devida conclusão. Comerciante de hortifruti foram jogados para a frente do CEAVIG, depois para a Praça da Bandeira, depois para debaixo de uma tenda e somente no segundo mandato foi possível entregar o novo pavilhão hortifruti, finalizado a toque de caixa. São mais de 400 bancadas que representam uma arrecadação anual acima de R$ 250 mil.
Com orçamento apertado e sufocado pelo fim das emendas parlamentares que abarrotaram com dezenas de milhões os cofres da prefeitura de Jequié, eis que o tempo duro chegou, período de estiagem castigante, foi preciso buscar uma saída viável para finalizar o que fora prometido aos jequieenses, principalmente aos comerciantes e os mais de 30 mil consumidores que frequentam semanalmente o CEAVIG de Jequié.
No mês de abril passado, eis que surge a oportunidade da aliança com o governo do Estado, momento ímpar para entregar ao governo do Estado as promessas feitas ao povo de Jequié, que não foram possíveis de serem cumpridas.
No dia 14 de abril, em ato solene, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ladeado por Zé Cocá e Flávio Brandão, prefeito e vice-prefeito de Jequié, respectivamente, assinou firmou convênio entre a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), por meio da Conder, e a Prefeitura de Jequié, para requalificação do Centro de Abastecimento Vicente Grilo (Ceavig). A intervenção pretende contemplar reformas em boxes, praças, calçadas e pontos de ônibus, com aporte de R$ 5,8 milhões.
Como toda obra de grande escala exige projeto técnico detalhado, além de ser submetida aos trâmites de contratação, a população de Jequié aguarda ansiosa que o governador Jerônimo Rodrigues conclua aqui o que Zé Cocá largou pelo caminho, sem a prometida conclusão.
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