Em forma de Ladainha, com refrão “livrai-nos de Zé”, professores e servidores municipais fizeram uma manifestação em frente a Sede provisória da Prefeitura de Jequié, para protestar conta a falta equiparação salarial das categorias.
Segundo os organizadores, a perda salarial dos servidores municipais atingiu o percentual de 38,5% ao longo dos anos. A categoria propôs a gestão municipal, reajuste salarial no percentual de 19,5% retroativo ao mês de março deste ano.
Já a categoria dos professores municipais, as perdas acumuladas desde o ano de 2019, representam, hoje, 48,62% de prejuízo salarial. A APLB, sindicato que representa os professores municipais, propôs à prefeitura de Jequié, 9,97%, diluído em 5 parcelas, para os profissionais do magistério do quadro efetivo, incluindo aposentados e pensionistas.
A prefeitura de Jequié propôs apenas 4% de aumento no reajuste aos professores e servidores municipais, proposta que foi rejeitada pela Câmara de Vereadores, diante do projeto enviado ao legislativo municipal, pelo prefeito de Jequié, Zé Cocá.
Enquanto a prefeitura considera não poder ultrapassar a margem de 4% de aumento, diante dos argumentos financeiros e econômicos apresentados pelo prefeito, de que o aumento maior que 4%, inviabilizariam as finanças da educação municipais, foi aprovado, meses passados, às escuras, sem qualquer publicidade do ato, aumento nos salários para vereadores, secretários municipais, vice-prefeita e prefeito que somaram, na média, o percentual de 51,62%, sendo 47,62% a mais que o percentual pedido pelo professores municipais e 32,12% a mais em relação a proposta dos servidores municipais.
Como forma de protesto, professores e servidores realizam, hoje, 24/08, mais uma manifestação em frente as escadaria da Igreja Matriz de Santo Antônio de Pádua, padroeiro de Jequié, e depois percorreram as principais avenidas da cidade, como o objetivo de defender a proposta emergencial aprovada pela categoria e do diálogo permanente em mesa de negociação.