O baixo público notado durante os eventos culturais que, de vez em quando, à exceção da festa de São João, são promovidos pela prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Cultura e Turismo, pode ser um claro indicador de corrosão da pasta que já vem enfrentando atritos com a classe artística local, desde o primeiro ano de gestão do prefeito Zé Cocá(PP).
A precariedade da infraestrutura cultural que está sob a responsabilidade da prefeitura, como o Teatro Municipal (Palácio das Artes Leônidas Spínola) e a Casa da Cultura Pacífico Ribeiro, além da ausência de uma programação permanente capaz de promover a dinamização artística dos espaços culturais, segundo os artistas, também são fatores que têm contribuído para o afastamento da plateia jequieense.
No dia 26 deste mês, por exemplo, o site da prefeitura de Jequié noticiou o evento que marcou a abertura oficial da VIII Festa Literária Internacional do Sertão de Jequié (Felisquié) que conta com o apoio público, no entanto, limitou-se a divulgar apenas fotos em primeiro plano, estratégia comumente adotada pela prefeitura diante do pequeno número de pessoas presentes naquela ocasião.
Obs: Não foram divulgadas fotos do público
“Estive lá na Casa da Cultura [Pacífico Ribeiro] hoje pela manhã para prestigiar um compositor que gosto, que estava na programação da Felisquié, e não tinha praticanmente ninguém, além dos funcionários da Secretaria de Cultura. Uma divulgação pífia. Soube na véspera que iria ter essa programação. Assim que cheguei, o secretário Domingos Ailton estava se justificando dizendo que os eventos culturais ultimamente em Jequié estão esvaziados, tentando explicar a falta do público”, disse um artista jequieense.
Diante da problemática que tem escancarado a falta de apreço por parte da prefeitura de Jequié para com o setor cultural, urge uma reflexão interna aprofundada no sentido de entender o que de fato estaria causando tamanho desconforto na plateia local, motivando a baixa frequência nos eventos da Secretaria de Cultura e Turismo.
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