Quantos ao verem tocar, aplaudiram OH Ferreira, DS do Forró, Ferrugem Cigano, Moraes Coração Apaixonado, Railson Banda Contagia, Nós no Bolo, Xote Colado, Janilson e Grupo Chamego, Eita Forrozão, Pretinho e Beto Marques?
Cada um com a sua peculiaridade, talento próprio e vencendo tantos desafios.
Quem já não se emocionou ao ouvir Cristiane Gonsalves, Roberto Teixeira, Umbu com Leite, Dory Santos, Pedro Macaxeira, Luiz Henrique e Ismael, Trio Zabumbaia, Junior Teclas, Autêntico do Forró, As Morenas do Forró e Marta Braga?
Pois Zé! Esses talentos genuinamente jequieenses e regionais são a essência de quem acredita na cultura, na valorização e na geração de oportunidades.
Pois Zé! Mesmo tendo um orçamento anual de R$ 17 milhões e sabendo que os investimentos na cultura de Jequié se resumem somente ao São João, esses artistas e profissionais, por natureza, aguardam o ano inteiro o chamamento do poder público para exibirem sua arte e ganharem seus merecidos cachês.
Pois Zé! Esse São João Apoteótico e Excludente, com direito a boate a céu aberto e tudo mais, fez com que essa turma, que merece no mínimo respeito e tratamento digno, um gesto tão desagradável quanto aculturado, que espalhou a vergonha alheia até mesmo em quem não tem nada a ver com isso.
Pois Zé! Pegar essa gente, de forma tão desumana, e submetê-los a tocar para nada, para ninguém, no Alto da Prefeitura, ao ermo, em meio ao disfarce de um Projeto Junino denominado Pôr do Sol com Forró, foi demais para a moralidade pública e administrativa.
Pois Zé! Pior do que isso é saber que quem se diz escritor, da arte, da cultura, da memória social, em nome do verde, agora mensal, no caixa eletrônico do Itaú, trai os princípios de defesa da classe e da honraria e assina um acinte desse que deveria se chamar, Projeto Forró da Humilhação.
Pois Zé! Além de tabelar o quanto vale a apresentação de cada talento da Terra do Sol, ainda os submete a tamanha desfeita, negando-lhes o palco merecido. Quanta maldade.
Não adianta dizer que está fazendo a melhor festa de São João de Jequié e distante da mídia, jogar para debaixo do tapete, esse gesto amargurado. Os excluídos culturalmente jamais esquecerão o que vocês fizeram com eles.